Há 22 anos, surgiu o Ministério com Cristo no Cerrado, com uma visão clara e ousada: levar princípios cristãos ao coração do agronegócio brasileiro, especialmente à região do Cerrado — conhecido como o celeiro do mundo.
A iniciativa nasceu da percepção de que muitos grandes líderes religiosos concentram suas ações nas capitais e grandes centros urbanos, enquanto o Cerrado brasileiro, motor da economia nacional, carecia de um trabalho espiritual voltado aos empresários, produtores e trabalhadores do campo.
Uma proposta diferenciada
O Ministério não se apresenta como denominação religiosa, mas como um movimento de disseminação de valores cristãos por meio de palestras, encontros e eventos públicos. As reuniões acontecem, preferencialmente, em clubes e estádios, com convites abertos a todos que desejam contribuir para um Brasil mais justo, próspero e alinhado com princípios de fé.
Ao longo dos anos, o trabalho alcançou importantes polos do agronegócio, como:
Goiania -GO;
Luís Eduardo Magalhães (BA)
Uruçuí (PI)
Chapadão do Sul (MS)
Cuiabá (MT)
Campo Grande (MS).
Princípios que geram resultados
Um dos exemplos citados como inspiração é o de um produtor rural em Uruçuí, reconhecido pelo alto nível de organização e produtividade. Segundo relato, quando iniciou suas atividades na região, encontrou trabalhadores que, diante da extrema necessidade, pediam apenas comida e um local para estender a rede, antes mesmo de negociar salário.
Com base em princípios cristãos, ele implantou um sistema diferenciado na empresa:
No primeiro ano, o colaborador recebe um 13º salário;
No segundo ano, passa a receber dois 13º.
E assim sucessivamente, dobrando o benefício a cada ano de permanência.
Hoje, sua fazenda é referência na produção de sementes de soja de alto padrão, com faturamento expressivo e produção que alcança cerca de um milhão de sacas por safra na região que abrange áreas do Maranhão, Piauí e parte do Matopiba.
Fé e desenvolvimento
Para Alberto Schlatter o sucesso empresarial aliado à fé demonstra que princípios cristãos aplicados à gestão podem gerar prosperidade, dignidade aos trabalhadores e desenvolvimento regional.
A mensagem central permanece a mesma após mais de duas décadas:
O Cerrado não é apenas celeiro de grãos, mas pode ser também celeiro de valores, ética e transformação espiritual.
Zildo Vieira / Jornal Cassilândia







