
Beatriz Benevides da Silva. (Reprodução)
O corpo da 4ª vítima de feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul será velado e sepultado em Campo Grande. Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi morta enforcada pelo namorado Wellington Patrezi Batista Pereira, de 20 anos, na madrugada desta quarta-feira (25), em Três Lagoas, a 311 km de Campo Grande.
O velório e sepultamento serão realizados em Campo Grande, onde atualmente mora parte da família de Beatriz. A previsão é que as despedidas comecem na noite desta quarta-feira, se estendendo até às 10h de quinta-feira (26).

Feminicídio
Em interrogatório, Wellington disse que, após a namorada chegar do trabalho, começou a brigar com ele por motivos banais, como a instalação de um armário na cozinha. Os dois discutiram, e a jovem teria mordido o braço do namorado.
Após as agressões, o casal se deitou na cama, e a vítima teria começado a falar que Wellington deveria ir embora de casa. Os dois discutiram novamente, e o suspeito disse que levou um soco na cabeça, momento em que Beatriz disse que ele “não teria coragem de fazer nada”.
À polícia, Wellington alegou que perdeu a cabeça e esganou a própria namorada, até que ela perdesse a consciência. Ele afirmou que pensou em atentar contra a própria vida, mas ligou para seu irmão, que o orientou a se entregar à polícia.
Diante da orientação do irmão, Wellington contou que procurou uma delegacia na internet, mas chegou a uma unidade e estava fechada. Então, adentrou no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), ao lado da delegacia, mas não conseguiu contato com ninguém.
Em seguida, o feminicida viu o 2º BPM (Batalhão da Polícia Militar) e confessou o crime. Ele levou os militares até o apartamento onde a namorada estava e, depois, foi conduzido à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

‘Estava superanimada’
Ao Jornal Midiamax, uma familiar, que não será identificada, contou que Beatriz estava trabalhando em um posto de gasolina da cidade; assim, estava animada em seu primeiro emprego após alcançar a maioridade.
“Uma semana após chegar a Três Lagoas, ela arrumou emprego em um posto de gasolina. Estava superanimada com o primeiro emprego, entrava às 4h da manhã”, contou.
De pais separados, Beatriz havia se mudado de Corumbá para Três Lagoas — para morar com o pai. No entanto, Wellington também foi para a cidade e, assim, o casal passou a morar juntos.
“Ela foi na frente, ele ficou em Corumbá trabalhando para conseguir dinheiro e ir morar com ela. Recebeu o primeiro salário e comprou algumas coisas [para a casa]”, disse.
Para a familiar, a vítima chegou a contar que Wellington era uma pessoa calma. “Ela me disse que ele era calmo com ela. Disse que não brigavam de agressão”, contou.







