MS prepara integração para pedágio sem cancela na Rota da Celulose

MS prepara integração para pedágio sem cancela na Rota da Celulose

Vinicius Echeverria, coordenador da Câmara Técnica de Rodovias e Ferrovias, Caroline Tomanquevez, diretora de Transportes, Rodovias, Ferrovias, Portos e Aeroportos e Kaio Mendes, coordenador da Câmara Técnica de Regulação Econômica

A modernização das rodovias de Mato Grosso do Sul entra em uma nova fase com a implantação do pedágio eletrônico de fluxo livre, o chamado free flow, na Rota da Celulose. Para viabilizar o modelo, a Agência Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul articula a integração de sistemas entre o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos e a concessionária Caminhos da Celulose.

Diferente do modelo tradicional, o sistema elimina praças físicas de cobrança. Pórticos instalados ao longo das rodovias identificam automaticamente os veículos em movimento, permitindo que o motorista siga viagem sem parar. O pagamento é feito de forma automática, por meio de TAGs eletrônicas ou canais digitais disponibilizados pela concessionária.

Segundo o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis, o Estado atua de forma preventiva para garantir eficiência e segurança jurídica na nova concessão. “A integração entre tecnologia e órgãos de trânsito é fundamental para assegurar um serviço eficiente ao usuário e transparência no contrato”, afirmou.

Integração e fiscalização no centro do modelo

Em reunião realizada nesta terça-feira (8), a diretora de Transportes e Rodovias da AGEMS, Caroline Tomanquevez, alinhou com representantes do Detran-MS, da Agesul e das concessionárias Caminhos da Celulose, Way 306 e Way 112 os procedimentos para o fluxo de dados e integração de sistemas.

Também participaram do encontro os coordenadores Kaio Mendes e Vinicius Echeverria, reforçando o caráter técnico da discussão.

Mesmo em trechos que ainda operam com pedágio convencional, a integração é considerada essencial para garantir que infrações sejam corretamente processadas pelo Estado.

De acordo com Caroline, a operação eficiente do sistema de multas é peça-chave da nova concessão e impacta diretamente na chamada modicidade tarifária, mecanismo que busca manter o equilíbrio econômico do contrato.

Parte da arrecadação com penalidades será direcionada a uma conta centralizadora, usada para compensar eventuais perdas com evasão de pedágio. O modelo, segundo a agência, protege o Estado e assegura a sustentabilidade dos investimentos privados nas rodovias.

Mais fluidez e novas formas de pagamento

Além de reduzir filas e melhorar a fluidez do tráfego, o sistema de fluxo livre deve ampliar as opções de pagamento. Motoristas poderão quitar a tarifa por aplicativos, sites e outros meios digitais, além do uso das etiquetas eletrônicas.

A expectativa é que, com a integração completa entre radares, pórticos e sistemas do Detran-MS, o novo modelo opere de forma plena já no início da cobrança, consolidando um salto tecnológico na gestão das rodovias estaduais. Campo Grande News

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