Mandante da execução do motorista de van na BR-060 é solta com tornozeleira eletrônica

van jardim

Valdinei era o motorista da van. (Reprodução, Jardim MS News)

Mara Isabel de Almeida Lara Medeiros, presa, suspeita de ser mandante da execução do motorista de van Valdinei Marcos da Silva, foi solta com o uso de tornozeleira eletrônica durante audiência de instrução. O caso ocorreu em 9 de fevereiro do ano passado, na BR-060, entre Jardim e Bela Vista.

Mara e o ex-esposo Edson Medeiros Ribeiro — que morreu em setembro do ano passado — foram apontados como os mandantes da execução. Já o mister Mato Grosso do Sul, Alexandre Lanzoni, e o ex-policial José Adão Corrêa são apontados como coautores.

Conforme noticiado anteriormente pelo Jornal Midiamax, as investigações indicam que o crime foi encomendado por disputas comerciais. Os mandantes da execução pagariam o valor de R$ 30 mil para o mister MS e o ex-policial civil praticarem a execução, que, na visão da Polícia Civil, foi friamente calculada e premeditada.

Audiência e soltura

Assim, na última semana, exatamente na quinta-feira (22), foi realizada mais uma audiência do caso. Oportunidade na qual o juiz substituto da 1ª Vara da Comarca de Jardim, Ricardo Achutti Poerner, decretou pela liberdade provisória de Mara, que estava presa no Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante.

Mara foi solta com tornozeleira eletrônica, no entanto, não poderá se ausentar da sua comarca por mais de oito dias, sem autorização judicial, além do recolhimento em período noturno, dias de folga e feriados.

Com relação à acusada Mara Isabel de Almeida Lara Medeiros, entendo que não se faz mais necessária a sua prisão com o encerramento da instrução, sobretudo porque a aplicação de medidas cautelares da prisão nessa fase se mostra suficiente para evitar a prática de novas infrações penais, em especial, pelo monitoramento eletrônico”, diz trecho da decisão.

Já a defesa do mister pediu a liberdade provisória, a qual foi indeferida pelo juiz. Assim, foi deferido apenas o pedido de transferência de presídio para Amambai.

É necessária a manutenção da prisão preventiva do denunciado Alexandre Lazoni, pois estão presentes os requisitos de necessidade de garantia da ordem pública e para garantir a aplicação da lei. Desta feita, indefiro o pedido defensivo“, diz trecho da decisão.

Planejamento de execução

As investigações iniciais revelaram que os autuados premeditaram friamente o crime, planejando sua execução dias antes da data. No dia do crime, os dois se deslocaram até a cidade de Jardim por uma rota escolhida antecipadamente, visando evitar câmeras de monitoramento e radares que pudessem identificá-los.

Já em Jardim, aguardaram a van conduzida por Valdinei no posto de gasolina, iniciando a perseguição quando a vítima seguiu em direção a Bela Vista. Durante a execução do crime, Alexandre conduzia o Fiat Toro, de cor preta, enquanto José pulou para o banco de trás do veículo e foi o responsável por efetuar os disparos com a espingarda calibre 12.

Após Valdinei ser atingido, a van saiu da pista. Os autores pararam ao lado do veículo da vítima. José, então, desceu e efetuou ao menos mais três disparos à queima-roupa contra Valdinei. A idosa, de 77 anos, que estava dentro da van, caiu do veículo quando ele parou às margens da rodovia e uma das portas se abriu.

Após o crime, os autores empreenderam fuga por uma rota previamente calculada, evitando quaisquer tipos de radares e dispositivos de monitoramento que pudessem identificá-los.

Mister MS e ex-policial civil se acusaram mutuamente

Os dois autores estavam em um Fiat Toro quando os militares os prenderam. Durante a busca no veículo, os policiais encontraram a suposta arma do crime, sendo uma espingarda Cal 12 CBC Military, além de quase R$ 9 mil em espécie e um capuz “bala clava”.

Alexandre — proprietário da arma e do Fiat Toro — alegou que o ex-policial civil o coagiu para que alugasse o carro e a arma, a fim de que pudesse cobrar uma dívida de uma pessoa em Jardim. Já o ex-policial afirmou que Alexandre foi o motorista responsável pelos disparos em Valdinei.

Ambos acabaram se acusando mutuamente; mas, sobre a dinâmica, os dois contaram a mesma versão, de que os tiros atingiram a vítima com a Van ainda em movimento na rodovia BR-060, no sentido Bela Vista, e depois por mais vezes. Em seguida, fugiram para Amambai.

Tiro na cabeça

O condutor de uma van foi executado a tiros na BR-060, na região do Goiabal, entre Jardim e Bela Vista.

O motorista teria sido abordado por um veículo, momento em que os autores desceram e efetuaram diversos disparos de calibre 12 na cabeça dele. Midiamax

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