A construção civil está voando em Cassilândia, o que é ótimo para os profissionais desse segmento e também para o setor imobiliário, para a hotelaria, gastronomia, lojas e prestação de serviços em geral.
Cassilândia vem pegando carona no ‘boom’ do crescimento da economia de Inocência, Aporé, Paranaíba e Chapadão do Sul.
Centenas de imóveis, como quitinetes e casas, ampliações de hotéis, restaurantes em expansão, clientes nos segmentos de serviços e assistências e daí por diante, vem crescendo acima da média, gerando divisas, empregos e muito otimismo entre os empreendedores.
Mas a maior parte disso não está alicerçada na economia cassilandense propriamente dita.
Em 2027 chegará ao fim a montagem da planta da Arauco Celulose em Inocência e milhares de trabalhadores irão embora para suas cidades de origem, o que, por sinal, ocorreu em Ribas do Rio Pardo, com a Suzano Celulose, onde ficaram bairros praticamente fantasma depois que milhares de pessoas mudaram da cidade.
A administração municipal de Cassilândia precisa pensar e repensar o futuro do município após esse ‘boom’ da economia regional, afinal o prometido desenvolvimento local continua no papel e como belas promessas eleitorais.
Muita gente está investindo alto na construção civil, mas quem investe quer resultado, precisa de retorno.
Então já passou da hora de Cassilândia pensar grande, correr atrás do ausente governador Eduardo Riedel com suas ideias megalomaníacas, a exemplo da Rota Bioceânica, Programa Costa Leste e outras fantasias que, na prática, trouxeram pífio resultado positivo até agora.
Cassilândia precisa buscar investimentos para continuar fazendo a roda da economia local girar, afinal não podemos continuar sendo dependentes das cidades vizinhas.
Pelo andar dessa carroça pesada e lerda, o nosso futuro permanece incerto.
Quem poderá salvar Cassilândia? O Chapolim Colorado?
CORINO ALVARENGA
EDITOR DO CASSILÂNDIA URGENTE







