O Tribunal de Justiça manteve a condenação do ex-prefeito de Rio Verde de Mato Grosso, Mario Alberto Kruger, por ato de improbidade administrativa decorrente da nomeação de sua companheira, Iria Maciak, para cargo comissionado na prefeitura. A decisão confirma o entendimento de que houve prática de nepotismo, com violação aos princípios constitucionais da administração pública.
A ação foi proposta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, com base em inquérito civil instaurado para apurar contratações consideradas irregulares no município. O foco da investigação recaiu sobre a nomeação de Iria Maciak, que ocupou inicialmente cargo comissionado em 2013 e, posteriormente, em 2017, foi nomeada Assessora Especial de Cultura, função diretamente vinculada ao gabinete do prefeito.
O procedimento teve início após denúncia anônima que apontava supostas contratações de natureza duvidosa na administração municipal, envolvendo pessoas com vínculos pessoais com autoridades locais. A Promotoria requisitou informações funcionais, documentos e realizou oitivas, além de analisar publicações em redes sociais.
Segundo o Ministério Público, ficou demonstrado que o então prefeito e a servidora mantinham relacionamento afetivo de longa duração, público e contínuo, caracterizado como união estável. Depoimentos colhidos durante o inquérito indicaram que ambos mantinham relação há cerca de dez anos à época dos fatos.
Campo Grande News

Uma das fotos anexadas ao processo para confirmar relacionamento entre prefeito e servidora comissionada (Foto: Reprodução)






