
Policiais militares no local. (Foto: Madu Livramento, Jornal Midiamax)
O atropelamento que terminou na morte do pequeno Riquelme Asaphe Gonçalves do Nascimento, de 5 anos, teria sido presenciado pelo seu irmão de 4 anos, no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande. Riquelme caiu após tentar ‘pegar rabeira’ no caminhão e se desequilibrar no fim da tarde de terça-feira (12).
O Corpo de Bombeiros foi acionado para a Rua Castorina Rodrigues da Luz e uma viatura de suporte avançado esteve no local constatando a morte do menino. O caminhoneiro, de 59 anos, foi levado para a Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Integrado de Polícia Especializada).
No local do acidente, o pai de Riquelme afirmou à polícia que deixou o filho brincando com outras crianças em frente de casa e foi tomar banho. Após o banho, o filho de 4 anos avisou o pai que o irmão havia sido atropelado pelo caminhão na rua.
A PM (Polícia Militar), Polícia Civil e Perícia estiveram no local realizando os levantamentos. Uma testemunha contou aos policiais que o menino tentava se segurar no caminhão quando aconteceu o atropelamento. Ainda, acrescentou que o veículo estava em baixa velocidade.
Além da testemunha, outra criança de 8 anos relatou a mesma dinâmica. Ela disse aos policiais que Riquelme tentou se agarrar ao caminhão no momento do atropelamento.
Caminhoneiro estava chegando em casa quando aconteceu atropelamento
Já o caminhoneiro disse aos policiais que estava chegando em casa com o veículo, em baixa velocidade, ocasião em que Riquelme e outras crianças estariam escondidos em uma região de mata na esquina. Ele fez uma conversão à direita para adentrar a Rua Castorina, momento em que o menino teria tentado se agarrar ao caminhão para pegar carona — prática conhecida popularmente como ‘pegar rabeira’.
Na ocasião, Riquelme se desequilibrou e caiu debaixo da roda do veículo e morreu. O caminhoneiro afirmou aos policiais que não viu as crianças durante a conversão.
Situação frequente
No relato do caminhoneiro ao 10º BPM (Batalhão da Polícia Militar), ele afirmou que viu diversas crianças correndo pela rua, situação que ocorre com frequência quando retorna para sua casa com o caminhão. Morador na região há aproximadamente 34 anos, o caminhoneiro disse que as crianças costumam tentar se segurar na traseira do veículo e seus responsáveis já foram advertidos sobre a situação várias vezes.
Após o atropelamento de Riquelme, as crianças passaram a gritar para o motorista, que parou o caminhão e tentou prestar socorro. O caminhoneiro acrescentou que conhece as crianças e seus responsáveis. Ele explicou que o caminhão tem diversos pontos cegos diante das suas dimensões, o que impossibilitou a visualização de Riquelme avançando em direção ao veículo.
Família faz vaquinha para velório
Nas redes sociais, uma vaquinha solidária está sendo divulgada por amigos e familiares para ajudar nas despesas do velório e sepultamento. Os interessados em ajudar a família podem contribuir por meio da chave Pix 661.956.751-72 (Claudia Regina Oliveira de Almeida).
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