
Cachorro não pôde ser levado e ficou na residência. (Foto: Pietra Dorneles, Midiamax)
O tutor, de 59 anos, preso pela Decat (Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista) suspeito de torturar uma cadela até a morte, foi solto nesta quinta-feira (21), em Campo Grande. Agora, ele está proibido de ter outros animais.
Testemunhas relataram ao Midiamax que, no local, o suspeito, que mora sozinho na casa, teria o “hábito” de maltratar — e até matar — seus cães e, em seguida, pegar outros para cuidar. Testemunhas confirmaram a informação.
Já na delegacia, uma familiar do homem se apresentou como curadora, aduzindo que ele sofre de transtornos mentais. Assim, foi orientado a permanecer em silêncio durante o depoimento.
Já nesta quinta-feira, o tutor passou por audiência de custódia, onde teve a liberdade provisória concedida, no entanto, com algumas medidas cautelares que incluem o recolhimento noturno e também a proibição de manter, adquirir ou possuir animais sob sua guarda, a qualquer título, enquanto perdurarem as medidas cautelares impostas.
“Ela estava bem machucada, judiada. Quando saí para ir à padaria, eu a vi na parte da frente da casa”, disse uma testemunha. “O cachorro morre e ele sempre arruma outro.”
Testemunhas contaram que, com frequência — e durante o último fim de semana —, ouviram os cachorros chorando muito. Contudo, nesta madrugada, já não os ouviram mais.
O suspeito ainda tem outro cão e teria dito que o animal foi responsável pela morte da cadela. Já a cadela morta foi retirada da residência. O outro cachorro encontrado na casa permanece lá.
O outro cachorro ficou lá. A Polícia não tem como tirar o cachorro sem ordem judicial”, explica o delegado.
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