Cassilândia: Menina de 11 anos é sequestrada, mantida em cativeiro por 4 horas, abusada e queimada com cigarro

Imagem alterada com uso de IA

A Polícia Militar de Cassilândia atendeu a uma grave ocorrência de estupro de vulnerável registrada na madrugada de domingo, 6 de setembro, por volta de 00h59, no bairro Jardim Campo Grande. A informação é do Sargento Magalhães, ao Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, nesta quarta-feira (09/09). A equipe policial foi acionada pelo pai de uma menina de apenas 11 anos de idade após a garota não retornar para casa no horário combinado. Segundo o relato registrado, a criança havia saído de bicicleta durante o período da tarde para brincar na residência de uma colega, com o compromisso de voltar para o lar impreterivelmente às 20h.

Ao retornar pela Rua Clóvis Barbosa de Oliveira no horário estipulado, a menor foi surpreendida e abordada na via pública por um homem até então desconhecido. O agressor a derrubou da bicicleta, utilizou uma das mãos para cobrir e obstruir a visão da garota e a conduziu à força até o interior de uma residência localizada nas proximidades. A criança permaneceu retida e mantida em cativeiro no imóvel por um período de aproximadamente 3 a 4 horas, conseguindo retornar para a sua residência apenas por volta da meia-noite.

Durante o tempo em que permaneceu privada de sua liberdade no imóvel, o autor praticou diversos abusos contra a menor, realizando toques em seu corpo, beijos na região do tórax e do pescoço, além de ter provocado uma queimadura com cigarro no pescoço da vítima. Após conseguir retornar para casa e relatar as agressões à família, a garota foi encaminhada à Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia para atendimento médico emergencial e realização do exame de corpo de delito. O Conselho Tutelar foi acionado e esteve no local para acompanhar o caso, sendo as lesões corporais e abusos confirmados pelo laudo médico anexado ao Boletim de Ocorrência.

Durante os primeiros levantamentos realizados pela guarnição, a menina declarou que não conhece o autor do crime e que não conseguiu visualizar o seu rosto no momento da abordagem ou do cativeiro. A vítima chegou a guiar os policiais militares até o ponto exato da rua onde sofreu a abordagem inicial; contudo, devido ao intenso pânico e ao bloqueio psicológico decorrente do trauma, não soube indicar em qual das residências do bairro foi mantida presa. O Boletim de Ocorrência foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia, que abriu inquérito e conduz as investigações para tentar identificar o suspeito e a localização do cativeiro.

Diante da gravidade do episódio, o Sargento Magalhães, da Polícia Militar, fez um apelo público e emitiu um alerta rigoroso aos pais e responsáveis do município. O militar reforçou que crianças de 11 anos de idade não devem andar desacompanhadas pelas ruas, especialmente no período noturno, destacando ser responsabilidade direta dos pais levar e buscar seus filhos com segurança. O sargento ressaltou ainda que as patrulhas têm observado diversos menores perambulando em horários inadequados em pontos como a Praça São José e o Parque Elza Vendrame, advertindo que a falta de supervisão e atenção aos horários pode expor crianças e adolescentes a riscos graves e tragédias irreparáveis.

Cassilãndia Notícias

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