
Polícia Federal realizou a prisão em flagrante. (Foto: PF, Divulgação)
Entre os presos pela Polícia Federal, suspeitos de saque de benefício previdenciário de forma fraudulenta, está um advogado de 25 anos. Com o trio, foram apreendidos mais de R$ 32 mil em espécie na terça-feira (12), em uma agência bancária na região central de Campo Grande.
Segundo documento da PF, as jovens, de 21 e 26 anos, estavam na companhia do advogado e foram flagradas após realizarem saque do benefício previdenciário (salário-maternidade rural), concedido de forma fraudulenta.
Com o trio foi apreendido em dinheiro vivo a quantia de R$ 32.610 mil. Além disso, foram encontrados quatro aparelhos celulares e um caderno de anotações manuscritas.
Durante a audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (13), a jovem de 21 anos afirmou ter três filhos, negando ser indígena, e afirmou ter ido até a agência para sacar o salário-maternidade. No entanto, confessou não possuir conhecimento sobre o benefício, relatando que foi o advogado quem a procurou e disse que ela tinha direito ao benefício e que, por isso, ele daria entrada.
Já a suspeita, de 26 anos, admitiu ter requerido o benefício, mas negou sua condição de indígena. Por fim, o advogado optou por permanecer em silêncio; assim, durante a audiência, não disse nada.
Soltura
Diante da situação, o juiz substituto da 3ª Vara Federal de Campo Grande definiu o pagamento de R$ 10 mil de fiança para a soltura do advogado, além da suspensão cautelar do exercício da profissão, pelo prazo de 180 dias. Ele também ficará sendo monitorado pela tornozeleira eletrônica.
A jovem de 26 anos também deverá ser monitorada por tornozeleira. Assim, o trio não poderá se mudar de residência/contato telefônico sem autorização/comunicação ao juízo, ou ausentar-se por mais de 10 dias de sua residência, sem comunicar o lugar onde será encontrado.
Por fim, foi aceita a representação apresentada pela autoridade policial para autorizar o afastamento dos dados de telefonia e telemáticos contidos nos aparelhos de telefone apreendidos. Após a perícia, fica autorizada a devolução dos aparelhos ao investigado, ressalvada eventual determinação contrária.
A reportagem do Jornal Midiamax acionou a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul); o espaço segue aberto para posicionamento.
Midiamax