Cassilândia Urgente: Mãe de aluno cadeirante reclama dos ônibus escolares por não respeitarem a rampa de acesso na porta do Cmeic, em Cassilândia
Uma mãe de aluno cadeirante da escola CMEIC – Centro Municipal Educacional Vereadora Ilma Costa – recorreu, nesta quarta-feira, 8 de outubro, ao Cassilândia Urgente depois de ter tentado resolver o problema – sem sucesso – junto às autoridades escolares cassilandenses.
Segundo ela, os ônibus do transporte não respeitam a acessibilidade de cadeirante ao estacionar interropendo a rampa existente na porta da escola.
A mãe reclama que tem que dar volta empurrando a cadeira de rodas pela calçada “horrível de andar”.
Ela espera apenas que os motoristas de ônibus tenham o bom senso de respeitar a acessibilidade de cadeirantes.
Com certeza não é pedir muito.
Com a palavra quem interessar possa.
Confira as imagens.




SEJA SOLIDÁRIO! Ajude Luís Fernando Oliveira Souza a representar Cassilândia e Mato Grosso do Sul em Olimpíada Estudantil no Rio de Janeiro
Olá, me chamo Luís Fernando Oliveira Souza, sou de Cassilândia – MS, aluno da 2° série do Ensino Médio da Escola Evangélica Avivamento Bíblico e participei da 26ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A OBA é do ramo das olimpíadas científicas, similar à OBMEP. Tais olimpíadas buscam incentivar os alunos a conhecerem mais sobre Ciência, bem como torná-la mais popular entre a sociedade. Após a OBA, e graças à minha nota, fui convidado a participar das seletivas internacionais: diversas provas que têm como objetivo selecionar as equipes que irão representar o Brasil nas Olimpíadas a nível mundial. A primeira fase das seletivas é composta por três provas online, as quais eu fiz e consegui uma média de aproximadamente 8.4. E, com essa pontuação, fui o único estudante do Mato Grosso do Sul a passar para a próxima fase, que ocorrerá presencialmente em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, nos dias 11 a 15 de março. Portanto, por conta do custo de deslocamento e da hospedagem no hotel em que as provas serão realizadas, preciso de uma ajuda financeira para que isso seja possível.
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Luís Fernando Oliveira Souza
Revista digital de Natal 2023 do Cassilândia Urgente
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Cassilândia: Morre a quarta pessoa vítima de Covid-19
Morreu nesta segunda-feira, 17 de agosto, a quarta pessoa vítima de Covid-19 em Cassilândia, de nome Carol Canovas, que trabalhava como recepcionista em hospital.
Ela tinha 32 anos, era casada com Wilian Santos, era membro da Igreja Metodista e deixa duas filhas, sendo uma de dez e outra de 12 anos.
O óbito foi confirmado pelo secretário municipal de Saúde, José Lourenço Braga Marin.
Voltaremos a informar.

Cassilândia: Moradora reivindica asfalto e iluminação na Rua Luiz Machado, no Jardim Minas Gerais
Uma moradora do Bairro Jardim Minas Gerais enviou à redação do Cassilândia Urgente reivindicação para que a Prefeitura Municipal faça a pavimentação asfáltica e instale iluminação pública na Rua Luiz Machado.
O pedido da moradora foi encaminhado hoje cedo, segunda-feira, 4 de maio, ao prefeito Jair Boni para as devidas providências.


Maquiadora morta após PMMA no glúteo pagou mais de R$ 50 mil em procedimentos

Maquiadora morreu no hall de entrada da clínica. (Reprodução, Redes sociais)
A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, pagou mais de R$ 50 mil nos procedimentos estéticos corporais feitos na segunda-feira (25). Foram aplicadas mais de 100 seringas de PMMA na maquiadora.
Moradora de Jardim, Roseli foi até São Paulo para fazer uma remodelação nos glúteos, coxas e quadríceps. Ela fez a remodelação na segunda (25) e iria retornar no dia seguinte para o procedimento no quadríceps. Roseli não resistiu e morreu na recepção do prédio comercial onde funciona o consultório médico, na terça-feira (26).
A médica responsável pelo procedimento estético de Roseli atende em Goiânia e em São Paulo. A gestora da clínica de Goiânia disse em depoimento na delegacia que trabalha com a médica há quatro anos.
Aos policiais, a gestora disse que é responsável pelo orçamento do procedimento e pela contratação das clínicas e salas para a realização dos serviços. Segundo o depoimento dela, o procedimento da maquiadora foi orçado em R$ 54.410 e pago no Pix.
A remodelação no glúteo ficou em R$ 26.455, enquanto o posterior de coxa custou R$ 14.955 e o de quadríceps foi orçado em R$ 13 mil. A caixa com dez seringas de 3 ml custa R$ 592.
Gestora alugou a clínica pela primeira vez
Após detalhar os valores, a gestora alegou não possuir conhecimento do procedimento em si, por isso não sabe explicar questões técnicas. Limitou-se a dizer que sabe que o máximo de produto que pode ser aplicado é 300 ml em cada procedimento, não sabendo quanto foi aplicado em Roseli.
Ela afirmou que foi a primeira vez que alugou a clínica e pagou R$ 1,5 mil pela diária. Esclareceu que a clínica possui todos os equipamentos, medicamentos e profissionais necessários para o procedimento feito na maquiadora.
Em seu depoimento, a gestora contou que não acompanha os procedimentos estéticos, mas que Roseli saiu bem do local. Ela relatou que a vítima entrou em contato no período da noite perguntando se poderia tomar o medicamento Tramal, ocasião em que a médica afirmou que poderia.
Na terça-feira (26), Roseli tomou alguns medicamentos que não teriam sido prescritos pela médica e começou a se sentir mal, aparentando uma crise de ansiedade. A gestora explicou que a filha da maquiadora entrou em contato e foi orientada a ir para a clínica.
Logo que a maquiadora chegou ao prédio, a gestora disse que ela estava desacordada. Relatou que a médica colocou Roseli no chão, fez os primeiros socorros e uma enfermeira desceu com equipamentos necessários.
Por fim, a gestora também afirmou que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte de Roseli.
Bancada de MS vota de forma unânime para aprovação da PEC do fim da escala 6×1

Bancada federal de MS possui oito deputados na Câmara em Brasília. (Divulgação/Agência Câmara)
Bancada dos deputados de Mato Grosso do Sul votou de forma unânime a favor da PEC (Proposta de emenda à Constituição) que coloca fim à chamada escala 6×1. Todos os oito representantes de MS na Câmara, Beto Pereira (Republicanos), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (União), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Vander Loubet (PT), estiveram presentes na sessão e votaram a favor da proposta.
A PEC 221/19 foi aprovada na noite desta quarta-feira (27), em primeiro turno. Ao todo, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários.
Os deputados federais agora votam a proposta em segundo turno, e, serão necessários 308 votos dos 513 deputados para que o texto siga ao Senado que deverá ter 49 votos para a aprovação.
O texto determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e sem redução salarial. Na proposta do fim da escala 6×1 há garantia de duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. A decisão entra em vigor 60 dias após a promulgação.
Midiamax
MS tem menor tempo de espera por perícia do INSS

Sede do INSS em Cassilândia (Imagem: Google Maps)
Mato Grosso do Sul tem o menor tempo de espera por perícia médica no país, conforme divulgado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo o órgão, no Estado o prazo médio é de 16 dias, enquanto em outras unidades da federação pode chegar a 62 dias.
De acordo com o levantamento, em abril foram o tempo médio de espera era de 40 dias para realização da perícia. Em maio, esse número caiu para 30 dias na média nacional. Ainda assim, Mato Grosso do Sul aparece como o Estado com a fila mais ágil, com tempo quase pela metade do registrado no país.
Na sequência aparecem estados com grandes centros urbanos, como São Paulo, com 23 dias, e Rio de Janeiro, com 29. No Ceará, o tempo de espera em maio foi de 31 dias, redução significativa em relação aos 60 dias registrados em abril. O maior prazo foi verificado em Tocantins, com 62 dias.
O secretário do Regime Geral de Previdência Social, Benedito Brunca, afirmou que a fila de requerimentos caiu pela quarta vez consecutiva, passando de 1,1 milhão de pedidos em janeiro para 615 mil em maio, redução de 44%.
“A redução da fila da perícia é resultado das ações que temos adotado, em especial a qualificação do Atestmed (análise da documentação médica sem necessidade de perícia presencial), a perícia conectada (uso de telemedicina) e os mutirões por todo o Brasil”, declarou.
O tempo de espera para análise dos benefícios também diminuiu. Segundo o INSS, o prazo de conclusão caiu de 59 para 40 dias. “Isso é resultado do nosso trabalho e das medidas adotadas pela gestão. Os números mostram que não há queda artificial da fila, há trabalho”, afirmou a presidente do instituto, Ana Cristina Silveira.
Apesar dos dados nacionais, o INSS não apresentou recorte regional sobre a redução no tempo de concessão nem sobre o número de benefícios concedidos por estado. – Campo Grande News
Tutor é preso em flagrante suspeito de maus-tratos a animais

O tutor é apontado por manter os animais em péssima situação de higiene. (Reprodução, PCMS)
Um tutor, de 53 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (27) por maus-tratos contra cachorros, no bairro Seminário, em Campo Grande. A prisão ocorreu através da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista).
Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado para a sede da Decat, onde aguarda pela audiência de custódia que deverá ocorrer nos próximos dias, uma vez que o crime não é afiançável na esfera policial.
Assim, o crime prevê pena de até cinco anos de reclusão, além da perda do direito de manter animais na residência.
Midiamax
Corpo de homem é encontrado carbonizado com as mãos amarradas

Os agentes encontraram o homem ao lado de uma motocicleta carbonizada. (Foto: Reprodução/ Terrazainformativapjc)
Um homem identificado como Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, foi encontrado carbonizado e com as mãos amarradas na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande, nesta quarta-feira (27).
O homem estava próximo ao cemitério de Alemán, na zona rural de Cerro Corái, de Pedro Juan Caballero.
Os agentes policiais e o Ministério Público investigam o caso.
*Com informações do portal Terraza Informativa PJC.
Midiamax
Condenação de João Augusto traz alívio, mas avó fala sobre dor: ‘acabou com minha família’

A família utilizou camiseta para representar o pedido de justiça. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)
67 anos de prisão em regime fechado, essa foi a condenação de João Augusto Borges de Almeida pelo duplo feminicídio da esposa, Vanessa Eugênio Medeiros, e da filha, Sophie Eugênio Borges, de 10 meses. A condenação trouxe sensação de justiça para a família das vítimas; no entanto, a permanência da dor foi relatada após a sentença.
“A Justiça foi feita, mas a gente queria que fosse eternidade. Estou me sentindo muito triste, ele acabou com minha família, meu sonho era ter a netinha. Eu tenho muita saudade, todo dia eu falava com ela. Me mandava foto da neném”, disse Eneide Eugênio.
Para a irmã de Vanessa, que também acompanhou o julgamento do ex-cunhado, a sentença trouxe a sensação de que a Justiça, em partes, foi feita.
“Sentimento é que passou uma fase, não é como a dor fosse cessar, mas já é uma resposta. É uma forma de a gente ver que a justiça foi feita. Uma parte, sim, pelo fato de que a gente tem aquele sentimento de que ele vai pagar pelo que ele fez, que traz, sim, um certo alívio. Ficaram só saudades e lembranças boas”, disse a irmã, Wesla Kenya.
“A pena foi aplicada de forma justa, com 67 anos de prisão, e agora nós aguardamos o desenrolar dos próximos passos do processo, que deve ter recurso pelo Tribunal de Justiça, mas até aqui o trabalho que era para ter sido feito foi prestado a contento. Sinto que agora é um momento de virada de página, na Justiça o papel está sendo cumprido”, afirmou o advogado de acusação.
Nesta quarta-feira, completou-se exato um ano da prisão de João Augusto. Isso porque ele foi preso enquanto registrava um boletim de ocorrência de desaparecimento das vítimas. “Esse tipo de crime não é tolerado neste estado, é repudiado nessa sociedade. Se porventura acontecer, vai ter essa mesma resposta, essa é a expectativa que fica e resposta social que o plenário do júri ofereceu à sociedade”, finalizou o advogado.

Família de Vanessa e Sophie durante o julgamento. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)
Relembre o crime
João Augusto foi preso no dia 27 de maio do ano passado, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.
Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.
“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou-se à criança e a esganou”, explicou.
Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.
Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que João Augusto colocou fogo no corpo da filha e da esposa.
Midiamax
Chapadão do Sul e Brasilândia: Prefeituras de MS fecham contrato milionário com suspeita de fraude

A prefeitura de Chapadão do Sul fechou contrato por meio de ata de registro de preço com a empresa – Divulgação
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Quando a prefeitura de Brasilândia assinou o Contrato nº 008/2026, em 16 de abril deste ano, a empresa contratada estava há dois meses sentada no banco dos réus do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT).
Uma semana antes, Chapadão do Sul havia fechado três contratos com a mesma empresa, pelo mesmo mecanismo de taxa administrativa zero. Os municípios assinaram contratos no total de R$ 20,4 milhões com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda., sediada em Chapada dos Guimarães (MT).
A empresa é alvo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) desde novembro de 2024, quando a Operação Gomorra desbaratou um esquema que desviou cerca de R$ 1,8 bilhão dos cofres de mais de 100 municípios.
Em 5 de fevereiro deste ano, o TJMT recebeu a denúncia criminal e declarou Edézio Corrêa, apontado como o verdadeiro controlador da empresa, réu por fraude em licitações e contratação direta ilegal. Ele já havia sido denunciado, em 2017, na Operação Sodoma.
RASTRO DA EMPRESA
Antes da Operação Gomorra, a Centro América operava quase que exclusivamente em Mato Grosso. Depois de novembro de 2024, os contratos no Mato Grosso do Sul começaram a aparecer.
Até agora, aderiram à ata os municípios de Juti, Amambai, Paranaíba, Bonito, Pedro Gomes, Sonora, Miranda, Jaraguari, Terenos, Antônio João, Inocência, Água Clara, Anaurilândia, Ivinhema, Jardim, Rio Verde de Mato Grosso e Bela Vista, além de Brasilândia e Chapadão do Sul.
A maioria das portas de entrada foi sempre a mesma: a adesão a atas de registro de preços de outros entes, o chamado “carona”.
O mecanismo permite assinar contrato sem abrir licitação própria, desde que haja uma ata vigente de outro município ou consórcio.
Neste caso, a ata é do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Extremo Sul de Minas Gerais (Cimesmi). O mesmo pregão, o nº 31/2024, está na base dos contratos de Brasilândia e Chapadão do Sul.
OPERAÇÃO GOMORRA
O esquema revelado pelo MPMT guarda semelhanças com o mesmo modelo presente nos contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia.
A investigação do MPMT mapeou orçamentos fictícios para simular disputa em licitações; pregões com participante único ou com empresas da mesma família; e cobrança de combustível 39,80% acima da tabela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este último dado foi confirmado judicialmente no caso de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.
Ou seja, para cada R$ 100 em combustível declarado pela empresa, o município pagava R$ 139,80. A diferença não aparecia em lugar nenhum do contrato, estava escondida atrás do zero da taxa administrativa, que fazia o negócio parecer vantajoso.
Em Brasilândia, o item combustível do Contrato nº 008/2026 soma R$ 3,89 milhões. Em Chapadão do Sul, R$ 4,3 milhões. Se o mesmo sobrepreço se repetir, e não há nenhuma cláusula nesses contratos que o impeça, o rombo potencial só nesses dois municípios passa de R$ 3,2 milhões.
O SÓCIO QUE ASSINA
Nos contratos de Chapadão do Sul e de Brasilândia, quem coloca a assinatura pela empresa é Jânio Corrêa da Silva, sócio formal desde 2007. Edézio Corrêa, tio de Jânio, apontado pelo MPMT como líder do esquema e agora réu, não aparece em nenhum papel.
A colaboração premiada que Edézio fechou com o MP esclarece essa divisão: Jânio era o laranja. Assinava o que precisava ser assinado, mas não participava das decisões. Foi exatamente esse depoimento que levou o TJMT a rejeitar a denúncia contra Jânio por falta de provas.
Rejeição não é absolvição. A investigação segue aberta. O que a decisão deixa claro é que a empresa tem um controlador de fato, Edézio, agora réu, que nunca precisou aparecer diante de nenhuma prefeitura sul-mato-grossense para assinar nada.
No mesmo mês em que o TJMT declarou Edézio réu, o MP obteve autorização para investigar dois prefeitos mato-grossenses com contratos com a empresa: Manoel Loureiro Neto (MDB), de Diamantino, e Kalil Baracat (MDB), de Várzea Grande.
O caso de Várzea Grande interessa diretamente a Mato Grosso do Sul: o Pregão nº 28/2022 daquele município é apontado como origem da cadeia de atas que alimentou as contratações posteriores da empresa em outros estados.
CONTRATAÇÃO
Procuradas pela reportagem, a assessoria da prefeitura de Chapadão solicitou que os questionamentos fossem enviados para a Ouvidoria do Município. A prefeitura de Brasilândia não retornou aos contatos.
O CNPJ 09.179.444/0001-00 é o mesmo investigado no MT. O nome Edézio Corrêa aparece em dezenas de reportagens sobre a Operação Gomorra, todas publicadas em novembro de 2024, cinco meses antes dos contratos de MS. A decisão do TJMT está disponível publicamente, acessível a qualquer setor de compliance ou controladoria.
O “carona” tem uma brecha estrutural que explica parte disso. Quando um município adere à ata de outro ente, não abre licitação própria e não produz edital e, com isso, não existe o momento formal em que antecedentes seriam checados. Fica a cargo da administração local fazer essa triagem.
*Saiba
Os contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda. são referentes a fornecimento de combustível e manutenção da frota por meio de ata de registro de preço.
Correio do Estado
Câmara dos Deputados: Comissão aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais

Reunião da comissão especial para discussão e votação do parecer (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados )
A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6×1 aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e 4 contrários, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada máxima de trabalho no país de 44 para 40 horas semanais. O texto ainda será submetido à votação no plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado. Integrante titular da comissão e único representante de Mato Grosso do Sul no colegiado, o deputado federal Geraldo Resende (União) votou a favor da proposta.
O texto aprovado estabelece uma transição em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal passará para 42 horas, já com direito a dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Depois de 12 meses, a carga horária máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.
A versão aprovada foi apresentada pelo relator da matéria, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), e unifica duas propostas que tratavam da redução da jornada de trabalho.
Uma delas é a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas após uma transição de 10 anos. A outra é a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia a adoção da escala 4×3 (4 dias de trabalho e 3 de descanso) com jornada de 36 horas semanais.
Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta representa uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país. Segundo ele, a redução da jornada permitirá mais convivência familiar e melhor qualidade de vida para os trabalhadores.
O texto mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para categorias que atuam em regimes diferenciados, como a escala 12×36 e setores considerados essenciais, entre eles saúde, segurança pública, transporte e limpeza urbana.
A PEC também prevê que uma futura legislação poderá regulamentar jornadas específicas e modelos próprios de escala para essas atividades, desde que sejam respeitados os limites estabelecidos pela proposta: máximo de oito horas diárias, 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana.
Outro ponto incluído no texto é a previsão de regras específicas para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Nesse caso, uma lei complementar deverá definir as condições de adaptação, desde que haja preservação dos empregos.
Para trabalhadores com alta remuneração e elevada qualificação técnica, o controle formal de jornada deixará de ser obrigatório. Já nos contratos públicos e terceirizados, a redução da jornada só passará a valer após aditivos contratuais, com prazo de até 12 meses para adequação.
O debate na comissão foi marcado por divergências entre parlamentares governistas e da oposição. Ao todo, 47 deputados se manifestaram durante a discussão.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), rebateu críticas de que o partido seria contrário aos direitos trabalhistas e afirmou que a legenda defenderá no plenário uma mudança ainda mais ampla, com adoção imediata da escala 4×3. Um destaque apresentado por ele, que previa validade imediata do direito aos dois dias de descanso semanal, acabou rejeitado pela comissão.
Pela Maioria da Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou propostas apresentadas anteriormente por parlamentares do PL que sugeriam transição de dez anos e possibilidade de jornadas de até 52 horas semanais. Segundo ele, houve contradição no posicionamento da oposição ao longo da tramitação.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que a redução obrigatória da jornada pode elevar custos trabalhistas e gerar impactos econômicos para empresas e consumidores. Já a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou a aprovação como uma vitória dos trabalhadores e movimentos sociais.
Autora de uma das propostas analisadas, Erika Hilton afirmou que a medida é uma resposta às jornadas consideradas exaustivas e representa mais dignidade e tempo de descanso para os trabalhadores.
Também houve apresentação de voto em separado pelo líder do Novo, deputado Gilson Marques (SC). Ele defendeu um modelo baseado em livre negociação entre empresas e trabalhadores, sem limite fixo de jornada semanal. Segundo o parlamentar, a redução obrigatória pode elevar custos operacionais e provocar aumento nos preços dos produtos.
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Cassilândia Urgente: Mãe de aluno cadeirante reclama dos ônibus escolares por não respeitarem a rampa de acesso na porta do Cmeic, em Cassilândia
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Segundo ela, os ônibus do transporte não respeitam a acessibilidade de cadeirante ao estacionar interropendo a rampa existente na porta da escola.
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Ela espera apenas que os motoristas de ônibus tenham o bom senso de respeitar a acessibilidade de cadeirantes.
Com certeza não é pedir muito.
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Olá, me chamo Luís Fernando Oliveira Souza, sou de Cassilândia – MS, aluno da 2° série do Ensino Médio da Escola Evangélica Avivamento Bíblico e participei da 26ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A OBA é do ramo das olimpíadas científicas, similar à OBMEP. Tais olimpíadas buscam incentivar os alunos a conhecerem mais sobre Ciência, bem como torná-la mais popular entre a sociedade. Após a OBA, e graças à minha nota, fui convidado a participar das seletivas internacionais: diversas provas que têm como objetivo selecionar as equipes que irão representar o Brasil nas Olimpíadas a nível mundial. A primeira fase das seletivas é composta por três provas online, as quais eu fiz e consegui uma média de aproximadamente 8.4. E, com essa pontuação, fui o único estudante do Mato Grosso do Sul a passar para a próxima fase, que ocorrerá presencialmente em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, nos dias 11 a 15 de março. Portanto, por conta do custo de deslocamento e da hospedagem no hotel em que as provas serão realizadas, preciso de uma ajuda financeira para que isso seja possível.
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Morreu nesta segunda-feira, 17 de agosto, a quarta pessoa vítima de Covid-19 em Cassilândia, de nome Carol Canovas, que trabalhava como recepcionista em hospital.
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O óbito foi confirmado pelo secretário municipal de Saúde, José Lourenço Braga Marin.
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Cassilândia: Moradora reivindica asfalto e iluminação na Rua Luiz Machado, no Jardim Minas Gerais
Uma moradora do Bairro Jardim Minas Gerais enviou à redação do Cassilândia Urgente reivindicação para que a Prefeitura Municipal faça a pavimentação asfáltica e instale iluminação pública na Rua Luiz Machado.
O pedido da moradora foi encaminhado hoje cedo, segunda-feira, 4 de maio, ao prefeito Jair Boni para as devidas providências.


Maquiadora morta após PMMA no glúteo pagou mais de R$ 50 mil em procedimentos

Maquiadora morreu no hall de entrada da clínica. (Reprodução, Redes sociais)
A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, pagou mais de R$ 50 mil nos procedimentos estéticos corporais feitos na segunda-feira (25). Foram aplicadas mais de 100 seringas de PMMA na maquiadora.
Moradora de Jardim, Roseli foi até São Paulo para fazer uma remodelação nos glúteos, coxas e quadríceps. Ela fez a remodelação na segunda (25) e iria retornar no dia seguinte para o procedimento no quadríceps. Roseli não resistiu e morreu na recepção do prédio comercial onde funciona o consultório médico, na terça-feira (26).
A médica responsável pelo procedimento estético de Roseli atende em Goiânia e em São Paulo. A gestora da clínica de Goiânia disse em depoimento na delegacia que trabalha com a médica há quatro anos.
Aos policiais, a gestora disse que é responsável pelo orçamento do procedimento e pela contratação das clínicas e salas para a realização dos serviços. Segundo o depoimento dela, o procedimento da maquiadora foi orçado em R$ 54.410 e pago no Pix.
A remodelação no glúteo ficou em R$ 26.455, enquanto o posterior de coxa custou R$ 14.955 e o de quadríceps foi orçado em R$ 13 mil. A caixa com dez seringas de 3 ml custa R$ 592.
Gestora alugou a clínica pela primeira vez
Após detalhar os valores, a gestora alegou não possuir conhecimento do procedimento em si, por isso não sabe explicar questões técnicas. Limitou-se a dizer que sabe que o máximo de produto que pode ser aplicado é 300 ml em cada procedimento, não sabendo quanto foi aplicado em Roseli.
Ela afirmou que foi a primeira vez que alugou a clínica e pagou R$ 1,5 mil pela diária. Esclareceu que a clínica possui todos os equipamentos, medicamentos e profissionais necessários para o procedimento feito na maquiadora.
Em seu depoimento, a gestora contou que não acompanha os procedimentos estéticos, mas que Roseli saiu bem do local. Ela relatou que a vítima entrou em contato no período da noite perguntando se poderia tomar o medicamento Tramal, ocasião em que a médica afirmou que poderia.
Na terça-feira (26), Roseli tomou alguns medicamentos que não teriam sido prescritos pela médica e começou a se sentir mal, aparentando uma crise de ansiedade. A gestora explicou que a filha da maquiadora entrou em contato e foi orientada a ir para a clínica.
Logo que a maquiadora chegou ao prédio, a gestora disse que ela estava desacordada. Relatou que a médica colocou Roseli no chão, fez os primeiros socorros e uma enfermeira desceu com equipamentos necessários.
Por fim, a gestora também afirmou que o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e constatou a morte de Roseli.
Bancada de MS vota de forma unânime para aprovação da PEC do fim da escala 6×1

Bancada federal de MS possui oito deputados na Câmara em Brasília. (Divulgação/Agência Câmara)
Bancada dos deputados de Mato Grosso do Sul votou de forma unânime a favor da PEC (Proposta de emenda à Constituição) que coloca fim à chamada escala 6×1. Todos os oito representantes de MS na Câmara, Beto Pereira (Republicanos), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (União), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Vander Loubet (PT), estiveram presentes na sessão e votaram a favor da proposta.
A PEC 221/19 foi aprovada na noite desta quarta-feira (27), em primeiro turno. Ao todo, foram 472 votos favoráveis e 22 contrários.
Os deputados federais agora votam a proposta em segundo turno, e, serão necessários 308 votos dos 513 deputados para que o texto siga ao Senado que deverá ter 49 votos para a aprovação.
O texto determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e sem redução salarial. Na proposta do fim da escala 6×1 há garantia de duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. A decisão entra em vigor 60 dias após a promulgação.
Midiamax
MS tem menor tempo de espera por perícia do INSS

Sede do INSS em Cassilândia (Imagem: Google Maps)
Mato Grosso do Sul tem o menor tempo de espera por perícia médica no país, conforme divulgado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Segundo o órgão, no Estado o prazo médio é de 16 dias, enquanto em outras unidades da federação pode chegar a 62 dias.
De acordo com o levantamento, em abril foram o tempo médio de espera era de 40 dias para realização da perícia. Em maio, esse número caiu para 30 dias na média nacional. Ainda assim, Mato Grosso do Sul aparece como o Estado com a fila mais ágil, com tempo quase pela metade do registrado no país.
Na sequência aparecem estados com grandes centros urbanos, como São Paulo, com 23 dias, e Rio de Janeiro, com 29. No Ceará, o tempo de espera em maio foi de 31 dias, redução significativa em relação aos 60 dias registrados em abril. O maior prazo foi verificado em Tocantins, com 62 dias.
O secretário do Regime Geral de Previdência Social, Benedito Brunca, afirmou que a fila de requerimentos caiu pela quarta vez consecutiva, passando de 1,1 milhão de pedidos em janeiro para 615 mil em maio, redução de 44%.
“A redução da fila da perícia é resultado das ações que temos adotado, em especial a qualificação do Atestmed (análise da documentação médica sem necessidade de perícia presencial), a perícia conectada (uso de telemedicina) e os mutirões por todo o Brasil”, declarou.
O tempo de espera para análise dos benefícios também diminuiu. Segundo o INSS, o prazo de conclusão caiu de 59 para 40 dias. “Isso é resultado do nosso trabalho e das medidas adotadas pela gestão. Os números mostram que não há queda artificial da fila, há trabalho”, afirmou a presidente do instituto, Ana Cristina Silveira.
Apesar dos dados nacionais, o INSS não apresentou recorte regional sobre a redução no tempo de concessão nem sobre o número de benefícios concedidos por estado. – Campo Grande News
Tutor é preso em flagrante suspeito de maus-tratos a animais

O tutor é apontado por manter os animais em péssima situação de higiene. (Reprodução, PCMS)
Um tutor, de 53 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (27) por maus-tratos contra cachorros, no bairro Seminário, em Campo Grande. A prisão ocorreu através da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista).
Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado para a sede da Decat, onde aguarda pela audiência de custódia que deverá ocorrer nos próximos dias, uma vez que o crime não é afiançável na esfera policial.
Assim, o crime prevê pena de até cinco anos de reclusão, além da perda do direito de manter animais na residência.
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Corpo de homem é encontrado carbonizado com as mãos amarradas

Os agentes encontraram o homem ao lado de uma motocicleta carbonizada. (Foto: Reprodução/ Terrazainformativapjc)
Um homem identificado como Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, foi encontrado carbonizado e com as mãos amarradas na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande, nesta quarta-feira (27).
O homem estava próximo ao cemitério de Alemán, na zona rural de Cerro Corái, de Pedro Juan Caballero.
Os agentes policiais e o Ministério Público investigam o caso.
*Com informações do portal Terraza Informativa PJC.
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Condenação de João Augusto traz alívio, mas avó fala sobre dor: ‘acabou com minha família’

A família utilizou camiseta para representar o pedido de justiça. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)
67 anos de prisão em regime fechado, essa foi a condenação de João Augusto Borges de Almeida pelo duplo feminicídio da esposa, Vanessa Eugênio Medeiros, e da filha, Sophie Eugênio Borges, de 10 meses. A condenação trouxe sensação de justiça para a família das vítimas; no entanto, a permanência da dor foi relatada após a sentença.
“A Justiça foi feita, mas a gente queria que fosse eternidade. Estou me sentindo muito triste, ele acabou com minha família, meu sonho era ter a netinha. Eu tenho muita saudade, todo dia eu falava com ela. Me mandava foto da neném”, disse Eneide Eugênio.
Para a irmã de Vanessa, que também acompanhou o julgamento do ex-cunhado, a sentença trouxe a sensação de que a Justiça, em partes, foi feita.
“Sentimento é que passou uma fase, não é como a dor fosse cessar, mas já é uma resposta. É uma forma de a gente ver que a justiça foi feita. Uma parte, sim, pelo fato de que a gente tem aquele sentimento de que ele vai pagar pelo que ele fez, que traz, sim, um certo alívio. Ficaram só saudades e lembranças boas”, disse a irmã, Wesla Kenya.
“A pena foi aplicada de forma justa, com 67 anos de prisão, e agora nós aguardamos o desenrolar dos próximos passos do processo, que deve ter recurso pelo Tribunal de Justiça, mas até aqui o trabalho que era para ter sido feito foi prestado a contento. Sinto que agora é um momento de virada de página, na Justiça o papel está sendo cumprido”, afirmou o advogado de acusação.
Nesta quarta-feira, completou-se exato um ano da prisão de João Augusto. Isso porque ele foi preso enquanto registrava um boletim de ocorrência de desaparecimento das vítimas. “Esse tipo de crime não é tolerado neste estado, é repudiado nessa sociedade. Se porventura acontecer, vai ter essa mesma resposta, essa é a expectativa que fica e resposta social que o plenário do júri ofereceu à sociedade”, finalizou o advogado.

Família de Vanessa e Sophie durante o julgamento. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)
Relembre o crime
João Augusto foi preso no dia 27 de maio do ano passado, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.
Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.
“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou-se à criança e a esganou”, explicou.
Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.
Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que João Augusto colocou fogo no corpo da filha e da esposa.
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Chapadão do Sul e Brasilândia: Prefeituras de MS fecham contrato milionário com suspeita de fraude

A prefeitura de Chapadão do Sul fechou contrato por meio de ata de registro de preço com a empresa – Divulgação
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Quando a prefeitura de Brasilândia assinou o Contrato nº 008/2026, em 16 de abril deste ano, a empresa contratada estava há dois meses sentada no banco dos réus do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT).
Uma semana antes, Chapadão do Sul havia fechado três contratos com a mesma empresa, pelo mesmo mecanismo de taxa administrativa zero. Os municípios assinaram contratos no total de R$ 20,4 milhões com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda., sediada em Chapada dos Guimarães (MT).
A empresa é alvo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) desde novembro de 2024, quando a Operação Gomorra desbaratou um esquema que desviou cerca de R$ 1,8 bilhão dos cofres de mais de 100 municípios.
Em 5 de fevereiro deste ano, o TJMT recebeu a denúncia criminal e declarou Edézio Corrêa, apontado como o verdadeiro controlador da empresa, réu por fraude em licitações e contratação direta ilegal. Ele já havia sido denunciado, em 2017, na Operação Sodoma.
RASTRO DA EMPRESA
Antes da Operação Gomorra, a Centro América operava quase que exclusivamente em Mato Grosso. Depois de novembro de 2024, os contratos no Mato Grosso do Sul começaram a aparecer.
Até agora, aderiram à ata os municípios de Juti, Amambai, Paranaíba, Bonito, Pedro Gomes, Sonora, Miranda, Jaraguari, Terenos, Antônio João, Inocência, Água Clara, Anaurilândia, Ivinhema, Jardim, Rio Verde de Mato Grosso e Bela Vista, além de Brasilândia e Chapadão do Sul.
A maioria das portas de entrada foi sempre a mesma: a adesão a atas de registro de preços de outros entes, o chamado “carona”.
O mecanismo permite assinar contrato sem abrir licitação própria, desde que haja uma ata vigente de outro município ou consórcio.
Neste caso, a ata é do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Extremo Sul de Minas Gerais (Cimesmi). O mesmo pregão, o nº 31/2024, está na base dos contratos de Brasilândia e Chapadão do Sul.
OPERAÇÃO GOMORRA
O esquema revelado pelo MPMT guarda semelhanças com o mesmo modelo presente nos contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia.
A investigação do MPMT mapeou orçamentos fictícios para simular disputa em licitações; pregões com participante único ou com empresas da mesma família; e cobrança de combustível 39,80% acima da tabela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este último dado foi confirmado judicialmente no caso de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.
Ou seja, para cada R$ 100 em combustível declarado pela empresa, o município pagava R$ 139,80. A diferença não aparecia em lugar nenhum do contrato, estava escondida atrás do zero da taxa administrativa, que fazia o negócio parecer vantajoso.
Em Brasilândia, o item combustível do Contrato nº 008/2026 soma R$ 3,89 milhões. Em Chapadão do Sul, R$ 4,3 milhões. Se o mesmo sobrepreço se repetir, e não há nenhuma cláusula nesses contratos que o impeça, o rombo potencial só nesses dois municípios passa de R$ 3,2 milhões.
O SÓCIO QUE ASSINA
Nos contratos de Chapadão do Sul e de Brasilândia, quem coloca a assinatura pela empresa é Jânio Corrêa da Silva, sócio formal desde 2007. Edézio Corrêa, tio de Jânio, apontado pelo MPMT como líder do esquema e agora réu, não aparece em nenhum papel.
A colaboração premiada que Edézio fechou com o MP esclarece essa divisão: Jânio era o laranja. Assinava o que precisava ser assinado, mas não participava das decisões. Foi exatamente esse depoimento que levou o TJMT a rejeitar a denúncia contra Jânio por falta de provas.
Rejeição não é absolvição. A investigação segue aberta. O que a decisão deixa claro é que a empresa tem um controlador de fato, Edézio, agora réu, que nunca precisou aparecer diante de nenhuma prefeitura sul-mato-grossense para assinar nada.
No mesmo mês em que o TJMT declarou Edézio réu, o MP obteve autorização para investigar dois prefeitos mato-grossenses com contratos com a empresa: Manoel Loureiro Neto (MDB), de Diamantino, e Kalil Baracat (MDB), de Várzea Grande.
O caso de Várzea Grande interessa diretamente a Mato Grosso do Sul: o Pregão nº 28/2022 daquele município é apontado como origem da cadeia de atas que alimentou as contratações posteriores da empresa em outros estados.
CONTRATAÇÃO
Procuradas pela reportagem, a assessoria da prefeitura de Chapadão solicitou que os questionamentos fossem enviados para a Ouvidoria do Município. A prefeitura de Brasilândia não retornou aos contatos.
O CNPJ 09.179.444/0001-00 é o mesmo investigado no MT. O nome Edézio Corrêa aparece em dezenas de reportagens sobre a Operação Gomorra, todas publicadas em novembro de 2024, cinco meses antes dos contratos de MS. A decisão do TJMT está disponível publicamente, acessível a qualquer setor de compliance ou controladoria.
O “carona” tem uma brecha estrutural que explica parte disso. Quando um município adere à ata de outro ente, não abre licitação própria e não produz edital e, com isso, não existe o momento formal em que antecedentes seriam checados. Fica a cargo da administração local fazer essa triagem.
*Saiba
Os contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda. são referentes a fornecimento de combustível e manutenção da frota por meio de ata de registro de preço.
Correio do Estado
Câmara dos Deputados: Comissão aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais

Reunião da comissão especial para discussão e votação do parecer (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados )
A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6×1 aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e 4 contrários, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada máxima de trabalho no país de 44 para 40 horas semanais. O texto ainda será submetido à votação no plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado. Integrante titular da comissão e único representante de Mato Grosso do Sul no colegiado, o deputado federal Geraldo Resende (União) votou a favor da proposta.
O texto aprovado estabelece uma transição em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal passará para 42 horas, já com direito a dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Depois de 12 meses, a carga horária máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.
A versão aprovada foi apresentada pelo relator da matéria, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), e unifica duas propostas que tratavam da redução da jornada de trabalho.
Uma delas é a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas após uma transição de 10 anos. A outra é a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia a adoção da escala 4×3 (4 dias de trabalho e 3 de descanso) com jornada de 36 horas semanais.
Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta representa uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país. Segundo ele, a redução da jornada permitirá mais convivência familiar e melhor qualidade de vida para os trabalhadores.
O texto mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para categorias que atuam em regimes diferenciados, como a escala 12×36 e setores considerados essenciais, entre eles saúde, segurança pública, transporte e limpeza urbana.
A PEC também prevê que uma futura legislação poderá regulamentar jornadas específicas e modelos próprios de escala para essas atividades, desde que sejam respeitados os limites estabelecidos pela proposta: máximo de oito horas diárias, 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana.
Outro ponto incluído no texto é a previsão de regras específicas para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Nesse caso, uma lei complementar deverá definir as condições de adaptação, desde que haja preservação dos empregos.
Para trabalhadores com alta remuneração e elevada qualificação técnica, o controle formal de jornada deixará de ser obrigatório. Já nos contratos públicos e terceirizados, a redução da jornada só passará a valer após aditivos contratuais, com prazo de até 12 meses para adequação.
O debate na comissão foi marcado por divergências entre parlamentares governistas e da oposição. Ao todo, 47 deputados se manifestaram durante a discussão.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), rebateu críticas de que o partido seria contrário aos direitos trabalhistas e afirmou que a legenda defenderá no plenário uma mudança ainda mais ampla, com adoção imediata da escala 4×3. Um destaque apresentado por ele, que previa validade imediata do direito aos dois dias de descanso semanal, acabou rejeitado pela comissão.
Pela Maioria da Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou propostas apresentadas anteriormente por parlamentares do PL que sugeriam transição de dez anos e possibilidade de jornadas de até 52 horas semanais. Segundo ele, houve contradição no posicionamento da oposição ao longo da tramitação.
A deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que a redução obrigatória da jornada pode elevar custos trabalhistas e gerar impactos econômicos para empresas e consumidores. Já a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou a aprovação como uma vitória dos trabalhadores e movimentos sociais.
Autora de uma das propostas analisadas, Erika Hilton afirmou que a medida é uma resposta às jornadas consideradas exaustivas e representa mais dignidade e tempo de descanso para os trabalhadores.
Também houve apresentação de voto em separado pelo líder do Novo, deputado Gilson Marques (SC). Ele defendeu um modelo baseado em livre negociação entre empresas e trabalhadores, sem limite fixo de jornada semanal. Segundo o parlamentar, a redução obrigatória pode elevar custos operacionais e provocar aumento nos preços dos produtos.
Campo Grande News

