Cassilândia Urgente: Mãe de aluno cadeirante reclama dos ônibus escolares por não respeitarem a rampa de acesso na porta do Cmeic, em Cassilândia

Uma mãe de aluno cadeirante da escola CMEIC – Centro Municipal Educacional Vereadora Ilma Costa – recorreu, nesta quarta-feira, 8 de outubro, ao Cassilândia Urgente depois de ter tentado resolver o problema – sem sucesso – junto às autoridades escolares cassilandenses.

Segundo ela, os ônibus do transporte não respeitam a acessibilidade de cadeirante ao estacionar interropendo a rampa existente na porta da escola.

A mãe reclama que tem que dar volta empurrando a cadeira de rodas pela calçada “horrível de andar”.

Ela espera apenas que os motoristas de ônibus tenham o bom senso de respeitar a acessibilidade de cadeirantes.

Com certeza não é pedir muito.

Com a palavra quem interessar possa.

Confira as imagens.

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SEJA SOLIDÁRIO! Ajude Luís Fernando Oliveira Souza a representar Cassilândia e Mato Grosso do Sul em Olimpíada Estudantil no Rio de Janeiro

Olá, me chamo Luís Fernando Oliveira Souza, sou de Cassilândia – MS, aluno da 2° série do Ensino Médio da Escola Evangélica Avivamento Bíblico e participei da 26ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A OBA é do ramo das olimpíadas científicas, similar à OBMEP. Tais olimpíadas buscam incentivar os alunos a conhecerem mais sobre Ciência, bem como torná-la mais popular entre a sociedade. Após a OBA, e graças à minha nota, fui convidado a participar das seletivas internacionais: diversas provas que têm como objetivo selecionar as equipes que irão representar o Brasil nas Olimpíadas a nível mundial. A primeira fase das seletivas é composta por três provas online, as quais eu fiz e consegui uma média de aproximadamente 8.4. E, com essa pontuação, fui o único estudante do Mato Grosso do Sul a passar para a próxima fase, que ocorrerá presencialmente em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, nos dias 11 a 15 de março. Portanto, por conta do custo de deslocamento e da hospedagem no hotel em que as provas serão realizadas, preciso de uma ajuda financeira para que isso seja possível.
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Luís Fernando Oliveira Souza

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Cassilândia: Morre a quarta pessoa vítima de Covid-19

Morreu nesta segunda-feira, 17 de agosto,  a quarta pessoa vítima de Covid-19 em Cassilândia, de nome Carol Canovas, que trabalhava como recepcionista em hospital.

Ela tinha 32 anos, era casada com Wilian Santos, era membro da Igreja Metodista e deixa duas filhas, sendo uma de dez e outra de 12 anos.

O óbito foi confirmado pelo secretário municipal de Saúde, José Lourenço Braga Marin.

Voltaremos a informar.

Carol Canovas
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Cassilândia: Moradora reivindica asfalto e iluminação na Rua Luiz Machado, no Jardim Minas Gerais

Uma moradora do Bairro Jardim Minas Gerais enviou à redação do Cassilândia Urgente reivindicação para que a Prefeitura Municipal faça a pavimentação asfáltica e instale iluminação pública na Rua Luiz Machado.

O pedido da moradora foi encaminhado hoje cedo, segunda-feira, 4 de maio, ao prefeito Jair Boni para as devidas providências.

Imagem noturna da Rua Luiz Machado
Rua está sem asfalto
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Tutor é preso em flagrante suspeito de maus-tratos a animais

O tutor é apontado por manter os animais em péssima situação de higiene. (Reprodução, PCMS)

Um tutor, de 53 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (27) por maus-tratos contra cachorros, no bairro Seminário, em Campo Grande. A prisão ocorreu através da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista).

Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado para a sede da Decat, onde aguarda pela audiência de custódia que deverá ocorrer nos próximos dias, uma vez que o crime não é afiançável na esfera policial.

Assim, o crime prevê pena de até cinco anos de reclusão, além da perda do direito de manter animais na residência.

Midiamax

 

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Corpo de homem é encontrado carbonizado com as mãos amarradas

Os agentes encontraram o homem ao lado de uma motocicleta carbonizada. (Foto: Reprodução/ Terrazainformativapjc)

Um homem identificado como Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, foi encontrado carbonizado e com as mãos amarradas na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande, nesta quarta-feira (27).

O homem estava próximo ao cemitério de Alemán, na zona rural de Cerro Corái, de Pedro Juan Caballero.

Os agentes policiais e o Ministério Público investigam o caso.

*Com informações do portal Terraza Informativa PJC.

Midiamax

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Condenação de João Augusto traz alívio, mas avó fala sobre dor: ‘acabou com minha família’

A família utilizou camiseta para representar o pedido de justiça. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)

67 anos de prisão em regime fechado, essa foi a condenação de João Augusto Borges de Almeida pelo duplo feminicídio da esposa, Vanessa Eugênio Medeiros, e da filha, Sophie Eugênio Borges, de 10 meses. A condenação trouxe sensação de justiça para a família das vítimas; no entanto, a permanência da dor foi relatada após a sentença.

“A Justiça foi feita, mas a gente queria que fosse eternidade. Estou me sentindo muito triste, ele acabou com minha família, meu sonho era ter a netinha. Eu tenho muita saudade, todo dia eu falava com ela. Me mandava foto da neném”, disse Eneide Eugênio.

Para a irmã de Vanessa, que também acompanhou o julgamento do ex-cunhado, a sentença trouxe a sensação de que a Justiça, em partes, foi feita.

“Sentimento é que passou uma fase, não é como a dor fosse cessar, mas já é uma resposta. É uma forma de a gente ver que a justiça foi feita. Uma parte, sim, pelo fato de que a gente tem aquele sentimento de que ele vai pagar pelo que ele fez, que traz, sim, um certo alívio. Ficaram só saudades e lembranças boas”, disse a irmã, Wesla Kenya.

A reportagem também falou com o advogado Lucas Fernando Nogueira Brandolis, que atua no caso como advogado de acusação, ou seja, do lado da família. Para ele, a pena aplicada foi considerada justa.

“A pena foi aplicada de forma justa, com 67 anos de prisão, e agora nós aguardamos o desenrolar dos próximos passos do processo, que deve ter recurso pelo Tribunal de Justiça, mas até aqui o trabalho que era para ter sido feito foi prestado a contento. Sinto que agora é um momento de virada de página, na Justiça o papel está sendo cumprido”, afirmou o advogado de acusação.

Nesta quarta-feira, completou-se exato um ano da prisão de João Augusto. Isso porque ele foi preso enquanto registrava um boletim de ocorrência de desaparecimento das vítimas. “Esse tipo de crime não é tolerado neste estado, é repudiado nessa sociedade. Se porventura acontecer, vai ter essa mesma resposta, essa é a expectativa que fica e resposta social que o plenário do júri ofereceu à sociedade”, finalizou o advogado.

Família de Vanessa e Sophie durante o julgamento. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)

Relembre o crime

João Augusto foi preso no dia 27 de maio do ano passado, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou-se à criança e a esganou”, explicou.

Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.

Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que João Augusto colocou fogo no corpo da filha e da esposa.

Midiamax

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Chapadão do Sul e Brasilândia: Prefeituras de MS fecham contrato milionário com suspeita de fraude

A prefeitura de Chapadão do Sul fechou contrato por meio de ata de registro de preço com a empresa – Divulgação

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Quando a prefeitura de Brasilândia assinou o Contrato nº 008/2026, em 16 de abril deste ano, a empresa contratada estava há dois meses sentada no banco dos réus do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT).

Uma semana antes, Chapadão do Sul havia fechado três contratos com a mesma empresa, pelo mesmo mecanismo de taxa administrativa zero. Os municípios assinaram contratos no total de R$ 20,4 milhões com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda., sediada em Chapada dos Guimarães (MT).

A empresa é alvo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) desde novembro de 2024, quando a Operação Gomorra desbaratou um esquema que desviou cerca de R$ 1,8 bilhão dos cofres de mais de 100 municípios.

Em 5 de fevereiro deste ano, o TJMT recebeu a denúncia criminal e declarou Edézio Corrêa, apontado como o verdadeiro controlador da empresa, réu por fraude em licitações e contratação direta ilegal. Ele já havia sido denunciado, em 2017, na Operação Sodoma.

RASTRO DA EMPRESA
Antes da Operação Gomorra, a Centro América operava quase que exclusivamente em Mato Grosso. Depois de novembro de 2024, os contratos no Mato Grosso do Sul começaram a aparecer.

Até agora, aderiram à ata os municípios de Juti, Amambai, Paranaíba, Bonito, Pedro Gomes, Sonora, Miranda, Jaraguari, Terenos, Antônio João, Inocência, Água Clara, Anaurilândia, Ivinhema, Jardim, Rio Verde de Mato Grosso e Bela Vista, além de Brasilândia e Chapadão do Sul.

A maioria das portas de entrada foi sempre a mesma: a adesão a atas de registro de preços de outros entes, o chamado “carona”.

O mecanismo permite assinar contrato sem abrir licitação própria, desde que haja uma ata vigente de outro município ou consórcio.

Neste caso, a ata é do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Extremo Sul de Minas Gerais (Cimesmi). O mesmo pregão, o nº 31/2024, está na base dos contratos de Brasilândia e Chapadão do Sul.

OPERAÇÃO GOMORRA
O esquema revelado pelo MPMT guarda semelhanças com o mesmo modelo presente nos contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia.

A investigação do MPMT mapeou orçamentos fictícios para simular disputa em licitações; pregões com participante único ou com empresas da mesma família; e cobrança de combustível 39,80% acima da tabela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este último dado foi confirmado judicialmente no caso de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

Ou seja, para cada R$ 100 em combustível declarado pela empresa, o município pagava R$ 139,80. A diferença não aparecia em lugar nenhum do contrato, estava escondida atrás do zero da taxa administrativa, que fazia o negócio parecer vantajoso.

Em Brasilândia, o item combustível do Contrato nº 008/2026 soma R$ 3,89 milhões. Em Chapadão do Sul, R$ 4,3 milhões. Se o mesmo sobrepreço se repetir, e não há nenhuma cláusula nesses contratos que o impeça, o rombo potencial só nesses dois municípios passa de R$ 3,2 milhões.

O SÓCIO QUE ASSINA
Nos contratos de Chapadão do Sul e de Brasilândia, quem coloca a assinatura pela empresa é Jânio Corrêa da Silva, sócio formal desde 2007. Edézio Corrêa, tio de Jânio, apontado pelo MPMT como líder do esquema e agora réu, não aparece em nenhum papel.

A colaboração premiada que Edézio fechou com o MP esclarece essa divisão: Jânio era o laranja. Assinava o que precisava ser assinado, mas não participava das decisões. Foi exatamente esse depoimento que levou o TJMT a rejeitar a denúncia contra Jânio por falta de provas.

Rejeição não é absolvição. A investigação segue aberta. O que a decisão deixa claro é que a empresa tem um controlador de fato, Edézio, agora réu, que nunca precisou aparecer diante de nenhuma prefeitura sul-mato-grossense para assinar nada.

No mesmo mês em que o TJMT declarou Edézio réu, o MP obteve autorização para investigar dois prefeitos mato-grossenses com contratos com a empresa: Manoel Loureiro Neto (MDB), de Diamantino, e Kalil Baracat (MDB), de Várzea Grande.

O caso de Várzea Grande interessa diretamente a Mato Grosso do Sul: o Pregão nº 28/2022 daquele município é apontado como origem da cadeia de atas que alimentou as contratações posteriores da empresa em outros estados.

CONTRATAÇÃO
Procuradas pela reportagem, a assessoria da prefeitura de Chapadão solicitou que os questionamentos fossem enviados para a Ouvidoria do Município. A prefeitura de Brasilândia não retornou aos contatos.

O CNPJ 09.179.444/0001-00 é o mesmo investigado no MT. O nome Edézio Corrêa aparece em dezenas de reportagens sobre a Operação Gomorra, todas publicadas em novembro de 2024, cinco meses antes dos contratos de MS. A decisão do TJMT está disponível publicamente, acessível a qualquer setor de compliance ou controladoria.

O “carona” tem uma brecha estrutural que explica parte disso. Quando um município adere à ata de outro ente, não abre licitação própria e não produz edital e, com isso, não existe o momento formal em que antecedentes seriam checados. Fica a cargo da administração local fazer essa triagem.

*Saiba
Os contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda. são referentes a fornecimento de combustível e manutenção da frota por meio de ata de registro de preço.

Correio do Estado

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Câmara dos Deputados: Comissão aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais

Reunião da comissão especial para discussão e votação do parecer (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados )

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6×1 aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e 4 contrários, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada máxima de trabalho no país de 44 para 40 horas semanais. O texto ainda será submetido à votação no plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado. Integrante titular da comissão e único representante de Mato Grosso do Sul no colegiado, o deputado federal Geraldo Resende (União) votou a favor da proposta.

O texto aprovado estabelece uma transição em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal passará para 42 horas, já com direito a dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Depois de 12 meses, a carga horária máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

A versão aprovada foi apresentada pelo relator da matéria, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), e unifica duas propostas que tratavam da redução da jornada de trabalho.

Uma delas é a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas após uma transição de 10 anos. A outra é a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia a adoção da escala 4×3 (4 dias de trabalho e 3 de descanso) com jornada de 36 horas semanais.

Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta representa uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país. Segundo ele, a redução da jornada permitirá mais convivência familiar e melhor qualidade de vida para os trabalhadores.

O texto mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para categorias que atuam em regimes diferenciados, como a escala 12×36 e setores considerados essenciais, entre eles saúde, segurança pública, transporte e limpeza urbana.

A PEC também prevê que uma futura legislação poderá regulamentar jornadas específicas e modelos próprios de escala para essas atividades, desde que sejam respeitados os limites estabelecidos pela proposta: máximo de oito horas diárias, 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana.

Outro ponto incluído no texto é a previsão de regras específicas para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Nesse caso, uma lei complementar deverá definir as condições de adaptação, desde que haja preservação dos empregos.

Para trabalhadores com alta remuneração e elevada qualificação técnica, o controle formal de jornada deixará de ser obrigatório. Já nos contratos públicos e terceirizados, a redução da jornada só passará a valer após aditivos contratuais, com prazo de até 12 meses para adequação.

O debate na comissão foi marcado por divergências entre parlamentares governistas e da oposição. Ao todo, 47 deputados se manifestaram durante a discussão.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), rebateu críticas de que o partido seria contrário aos direitos trabalhistas e afirmou que a legenda defenderá no plenário uma mudança ainda mais ampla, com adoção imediata da escala 4×3. Um destaque apresentado por ele, que previa validade imediata do direito aos dois dias de descanso semanal, acabou rejeitado pela comissão.

Pela Maioria da Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou propostas apresentadas anteriormente por parlamentares do PL que sugeriam transição de dez anos e possibilidade de jornadas de até 52 horas semanais. Segundo ele, houve contradição no posicionamento da oposição ao longo da tramitação.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que a redução obrigatória da jornada pode elevar custos trabalhistas e gerar impactos econômicos para empresas e consumidores. Já a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou a aprovação como uma vitória dos trabalhadores e movimentos sociais.

Autora de uma das propostas analisadas, Erika Hilton afirmou que a medida é uma resposta às jornadas consideradas exaustivas e representa mais dignidade e tempo de descanso para os trabalhadores.

Também houve apresentação de voto em separado pelo líder do Novo, deputado Gilson Marques (SC). Ele defendeu um modelo baseado em livre negociação entre empresas e trabalhadores, sem limite fixo de jornada semanal. Segundo o parlamentar, a redução obrigatória pode elevar custos operacionais e provocar aumento nos preços dos produtos.

Campo Grande News

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Irmã conta que morta queimada com bebê dizia ter encontrado ‘o amor da vida dela’

Irmã de Vanessa Eugênio durante interrogatório. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A irmã de Vanessa Eugênio e madrinha de Sophie Eugênio relatou sobre a dor que sente após a perda das vítimas, mortas no dia 26 de maio de 2025 por João Augusto de Almeida. O relatou foi feito durante o julgamento do réu, na manhã desta quarta-feira (27), em Campo Grande.

Wesla Kenia Lima afirmou que Vanessa e João Augusto mantiveram um relacionamento de dois anos. Não havia indícios de que o homem fosse agressivo, visto que, em brigas do casal, tudo era resolvido normalmente. No início do relacionamento, João era bem receptivo com a família dela e se mostrava feliz por ser companheiro de Vanessa.

Além disso, Wesla contou que tanto Vanessa quanto João Augusto receberam com alegria a notícia da gravidez, que aconteceu pouco mais de três meses após o relacionamento. “Ela estava feliz e ele também, falando que agora iriam começar a construir a família deles. Ela me disse que tinha encontrado o amor da vida dela”, relatou.

‘Não desejo para ninguém’

Ao relembrar os momentos com Vanessa, Wesla se emocionou. “É uma dor que não desejo para ninguém. É muito triste perder alguém que você viu nascer, crescer e correr atrás dos sonhos”, contou Wesla, que afirmou que Vanessa era a irmã caçula.

Além de irmã de Vanessa, Wesla era madrinha de Sophie e conta que, ao receber a notícia das mortes, torceu para que fosse mentira. “É como se tirassem um pedaço de mim. Foi muito doloroso, queria que fosse mentira.”

Crime

Vanessa Eugênio, de 23 anos, e Sophie, de 10 meses, foram mortas e carbonizadas por João Augusto, no dia 26 de maio de 2025. João Augusto foi preso no dia 27 de maio do mesmo ano, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou a criança e a esganou”, explicou.

Após matar a companheira e a filha, por volta das 16 horas, durante o intervalo de almoço do suspeito, ele trabalhou normalmente no dia 26 de maio, pois, conforme disse em interrogatório, acreditava que o crime seria descoberto somente após cerca de dois dias.

Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.

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Cassilândia Urgente: Mãe de aluno cadeirante reclama dos ônibus escolares por não respeitarem a rampa de acesso na porta do Cmeic, em Cassilândia

Uma mãe de aluno cadeirante da escola CMEIC – Centro Municipal Educacional Vereadora Ilma Costa – recorreu, nesta quarta-feira, 8 de outubro, ao Cassilândia Urgente depois de ter tentado resolver o problema – sem sucesso – junto às autoridades escolares cassilandenses.

Segundo ela, os ônibus do transporte não respeitam a acessibilidade de cadeirante ao estacionar interropendo a rampa existente na porta da escola.

A mãe reclama que tem que dar volta empurrando a cadeira de rodas pela calçada “horrível de andar”.

Ela espera apenas que os motoristas de ônibus tenham o bom senso de respeitar a acessibilidade de cadeirantes.

Com certeza não é pedir muito.

Com a palavra quem interessar possa.

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Olá, me chamo Luís Fernando Oliveira Souza, sou de Cassilândia – MS, aluno da 2° série do Ensino Médio da Escola Evangélica Avivamento Bíblico e participei da 26ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). A OBA é do ramo das olimpíadas científicas, similar à OBMEP. Tais olimpíadas buscam incentivar os alunos a conhecerem mais sobre Ciência, bem como torná-la mais popular entre a sociedade. Após a OBA, e graças à minha nota, fui convidado a participar das seletivas internacionais: diversas provas que têm como objetivo selecionar as equipes que irão representar o Brasil nas Olimpíadas a nível mundial. A primeira fase das seletivas é composta por três provas online, as quais eu fiz e consegui uma média de aproximadamente 8.4. E, com essa pontuação, fui o único estudante do Mato Grosso do Sul a passar para a próxima fase, que ocorrerá presencialmente em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, nos dias 11 a 15 de março. Portanto, por conta do custo de deslocamento e da hospedagem no hotel em que as provas serão realizadas, preciso de uma ajuda financeira para que isso seja possível.
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Cassilândia: Morre a quarta pessoa vítima de Covid-19

Morreu nesta segunda-feira, 17 de agosto,  a quarta pessoa vítima de Covid-19 em Cassilândia, de nome Carol Canovas, que trabalhava como recepcionista em hospital.

Ela tinha 32 anos, era casada com Wilian Santos, era membro da Igreja Metodista e deixa duas filhas, sendo uma de dez e outra de 12 anos.

O óbito foi confirmado pelo secretário municipal de Saúde, José Lourenço Braga Marin.

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Cassilândia: Moradora reivindica asfalto e iluminação na Rua Luiz Machado, no Jardim Minas Gerais

Uma moradora do Bairro Jardim Minas Gerais enviou à redação do Cassilândia Urgente reivindicação para que a Prefeitura Municipal faça a pavimentação asfáltica e instale iluminação pública na Rua Luiz Machado.

O pedido da moradora foi encaminhado hoje cedo, segunda-feira, 4 de maio, ao prefeito Jair Boni para as devidas providências.

Imagem noturna da Rua Luiz Machado
Rua está sem asfalto
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Tutor é preso em flagrante suspeito de maus-tratos a animais

O tutor é apontado por manter os animais em péssima situação de higiene. (Reprodução, PCMS)

Um tutor, de 53 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (27) por maus-tratos contra cachorros, no bairro Seminário, em Campo Grande. A prisão ocorreu através da Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista).

Diante do flagrante, o suspeito foi encaminhado para a sede da Decat, onde aguarda pela audiência de custódia que deverá ocorrer nos próximos dias, uma vez que o crime não é afiançável na esfera policial.

Assim, o crime prevê pena de até cinco anos de reclusão, além da perda do direito de manter animais na residência.

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Corpo de homem é encontrado carbonizado com as mãos amarradas

Os agentes encontraram o homem ao lado de uma motocicleta carbonizada. (Foto: Reprodução/ Terrazainformativapjc)

Um homem identificado como Richard David Rivarola Núñez, de 28 anos, foi encontrado carbonizado e com as mãos amarradas na área rural de Pedro Juan Caballero, fronteira com Ponta Porã, a 315 quilômetros de Campo Grande, nesta quarta-feira (27).

O homem estava próximo ao cemitério de Alemán, na zona rural de Cerro Corái, de Pedro Juan Caballero.

Os agentes policiais e o Ministério Público investigam o caso.

*Com informações do portal Terraza Informativa PJC.

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Condenação de João Augusto traz alívio, mas avó fala sobre dor: ‘acabou com minha família’

A família utilizou camiseta para representar o pedido de justiça. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)

67 anos de prisão em regime fechado, essa foi a condenação de João Augusto Borges de Almeida pelo duplo feminicídio da esposa, Vanessa Eugênio Medeiros, e da filha, Sophie Eugênio Borges, de 10 meses. A condenação trouxe sensação de justiça para a família das vítimas; no entanto, a permanência da dor foi relatada após a sentença.

“A Justiça foi feita, mas a gente queria que fosse eternidade. Estou me sentindo muito triste, ele acabou com minha família, meu sonho era ter a netinha. Eu tenho muita saudade, todo dia eu falava com ela. Me mandava foto da neném”, disse Eneide Eugênio.

Para a irmã de Vanessa, que também acompanhou o julgamento do ex-cunhado, a sentença trouxe a sensação de que a Justiça, em partes, foi feita.

“Sentimento é que passou uma fase, não é como a dor fosse cessar, mas já é uma resposta. É uma forma de a gente ver que a justiça foi feita. Uma parte, sim, pelo fato de que a gente tem aquele sentimento de que ele vai pagar pelo que ele fez, que traz, sim, um certo alívio. Ficaram só saudades e lembranças boas”, disse a irmã, Wesla Kenya.

A reportagem também falou com o advogado Lucas Fernando Nogueira Brandolis, que atua no caso como advogado de acusação, ou seja, do lado da família. Para ele, a pena aplicada foi considerada justa.

“A pena foi aplicada de forma justa, com 67 anos de prisão, e agora nós aguardamos o desenrolar dos próximos passos do processo, que deve ter recurso pelo Tribunal de Justiça, mas até aqui o trabalho que era para ter sido feito foi prestado a contento. Sinto que agora é um momento de virada de página, na Justiça o papel está sendo cumprido”, afirmou o advogado de acusação.

Nesta quarta-feira, completou-se exato um ano da prisão de João Augusto. Isso porque ele foi preso enquanto registrava um boletim de ocorrência de desaparecimento das vítimas. “Esse tipo de crime não é tolerado neste estado, é repudiado nessa sociedade. Se porventura acontecer, vai ter essa mesma resposta, essa é a expectativa que fica e resposta social que o plenário do júri ofereceu à sociedade”, finalizou o advogado.

Família de Vanessa e Sophie durante o julgamento. (Foto: Mariana Pesquero, Midiamax)

Relembre o crime

João Augusto foi preso no dia 27 de maio do ano passado, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou-se à criança e a esganou”, explicou.

Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.

Imagens de câmeras de segurança da região registraram o momento em que João Augusto colocou fogo no corpo da filha e da esposa.

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Chapadão do Sul e Brasilândia: Prefeituras de MS fecham contrato milionário com suspeita de fraude

A prefeitura de Chapadão do Sul fechou contrato por meio de ata de registro de preço com a empresa – Divulgação

Participe do grupo do Correio do Estado no WhatsApp e receba as notícias do dia direto no seu celular.
Quando a prefeitura de Brasilândia assinou o Contrato nº 008/2026, em 16 de abril deste ano, a empresa contratada estava há dois meses sentada no banco dos réus do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT).

Uma semana antes, Chapadão do Sul havia fechado três contratos com a mesma empresa, pelo mesmo mecanismo de taxa administrativa zero. Os municípios assinaram contratos no total de R$ 20,4 milhões com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda., sediada em Chapada dos Guimarães (MT).

A empresa é alvo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) desde novembro de 2024, quando a Operação Gomorra desbaratou um esquema que desviou cerca de R$ 1,8 bilhão dos cofres de mais de 100 municípios.

Em 5 de fevereiro deste ano, o TJMT recebeu a denúncia criminal e declarou Edézio Corrêa, apontado como o verdadeiro controlador da empresa, réu por fraude em licitações e contratação direta ilegal. Ele já havia sido denunciado, em 2017, na Operação Sodoma.

RASTRO DA EMPRESA
Antes da Operação Gomorra, a Centro América operava quase que exclusivamente em Mato Grosso. Depois de novembro de 2024, os contratos no Mato Grosso do Sul começaram a aparecer.

Até agora, aderiram à ata os municípios de Juti, Amambai, Paranaíba, Bonito, Pedro Gomes, Sonora, Miranda, Jaraguari, Terenos, Antônio João, Inocência, Água Clara, Anaurilândia, Ivinhema, Jardim, Rio Verde de Mato Grosso e Bela Vista, além de Brasilândia e Chapadão do Sul.

A maioria das portas de entrada foi sempre a mesma: a adesão a atas de registro de preços de outros entes, o chamado “carona”.

O mecanismo permite assinar contrato sem abrir licitação própria, desde que haja uma ata vigente de outro município ou consórcio.

Neste caso, a ata é do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Extremo Sul de Minas Gerais (Cimesmi). O mesmo pregão, o nº 31/2024, está na base dos contratos de Brasilândia e Chapadão do Sul.

OPERAÇÃO GOMORRA
O esquema revelado pelo MPMT guarda semelhanças com o mesmo modelo presente nos contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia.

A investigação do MPMT mapeou orçamentos fictícios para simular disputa em licitações; pregões com participante único ou com empresas da mesma família; e cobrança de combustível 39,80% acima da tabela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este último dado foi confirmado judicialmente no caso de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

Ou seja, para cada R$ 100 em combustível declarado pela empresa, o município pagava R$ 139,80. A diferença não aparecia em lugar nenhum do contrato, estava escondida atrás do zero da taxa administrativa, que fazia o negócio parecer vantajoso.

Em Brasilândia, o item combustível do Contrato nº 008/2026 soma R$ 3,89 milhões. Em Chapadão do Sul, R$ 4,3 milhões. Se o mesmo sobrepreço se repetir, e não há nenhuma cláusula nesses contratos que o impeça, o rombo potencial só nesses dois municípios passa de R$ 3,2 milhões.

O SÓCIO QUE ASSINA
Nos contratos de Chapadão do Sul e de Brasilândia, quem coloca a assinatura pela empresa é Jânio Corrêa da Silva, sócio formal desde 2007. Edézio Corrêa, tio de Jânio, apontado pelo MPMT como líder do esquema e agora réu, não aparece em nenhum papel.

A colaboração premiada que Edézio fechou com o MP esclarece essa divisão: Jânio era o laranja. Assinava o que precisava ser assinado, mas não participava das decisões. Foi exatamente esse depoimento que levou o TJMT a rejeitar a denúncia contra Jânio por falta de provas.

Rejeição não é absolvição. A investigação segue aberta. O que a decisão deixa claro é que a empresa tem um controlador de fato, Edézio, agora réu, que nunca precisou aparecer diante de nenhuma prefeitura sul-mato-grossense para assinar nada.

No mesmo mês em que o TJMT declarou Edézio réu, o MP obteve autorização para investigar dois prefeitos mato-grossenses com contratos com a empresa: Manoel Loureiro Neto (MDB), de Diamantino, e Kalil Baracat (MDB), de Várzea Grande.

O caso de Várzea Grande interessa diretamente a Mato Grosso do Sul: o Pregão nº 28/2022 daquele município é apontado como origem da cadeia de atas que alimentou as contratações posteriores da empresa em outros estados.

CONTRATAÇÃO
Procuradas pela reportagem, a assessoria da prefeitura de Chapadão solicitou que os questionamentos fossem enviados para a Ouvidoria do Município. A prefeitura de Brasilândia não retornou aos contatos.

O CNPJ 09.179.444/0001-00 é o mesmo investigado no MT. O nome Edézio Corrêa aparece em dezenas de reportagens sobre a Operação Gomorra, todas publicadas em novembro de 2024, cinco meses antes dos contratos de MS. A decisão do TJMT está disponível publicamente, acessível a qualquer setor de compliance ou controladoria.

O “carona” tem uma brecha estrutural que explica parte disso. Quando um município adere à ata de outro ente, não abre licitação própria e não produz edital e, com isso, não existe o momento formal em que antecedentes seriam checados. Fica a cargo da administração local fazer essa triagem.

*Saiba
Os contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda. são referentes a fornecimento de combustível e manutenção da frota por meio de ata de registro de preço.

Correio do Estado

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Câmara dos Deputados: Comissão aprova fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais

Reunião da comissão especial para discussão e votação do parecer (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados )

A comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o fim da escala 6×1 aprovou nesta quarta-feira (27), por 34 votos favoráveis e 4 contrários, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz a jornada máxima de trabalho no país de 44 para 40 horas semanais. O texto ainda será submetido à votação no plenário da Câmara antes de seguir para análise do Senado. Integrante titular da comissão e único representante de Mato Grosso do Sul no colegiado, o deputado federal Geraldo Resende (União) votou a favor da proposta.

O texto aprovado estabelece uma transição em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal passará para 42 horas, já com direito a dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Depois de 12 meses, a carga horária máxima será reduzida definitivamente para 40 horas semanais.

A versão aprovada foi apresentada pelo relator da matéria, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), e unifica duas propostas que tratavam da redução da jornada de trabalho.

Uma delas é a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas após uma transição de 10 anos. A outra é a PEC 8/25, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendia a adoção da escala 4×3 (4 dias de trabalho e 3 de descanso) com jornada de 36 horas semanais.

Durante a sessão, o relator afirmou que a proposta representa uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país. Segundo ele, a redução da jornada permitirá mais convivência familiar e melhor qualidade de vida para os trabalhadores.

O texto mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas, inclusive para categorias que atuam em regimes diferenciados, como a escala 12×36 e setores considerados essenciais, entre eles saúde, segurança pública, transporte e limpeza urbana.

A PEC também prevê que uma futura legislação poderá regulamentar jornadas específicas e modelos próprios de escala para essas atividades, desde que sejam respeitados os limites estabelecidos pela proposta: máximo de oito horas diárias, 40 horas semanais e dois dias de descanso por semana.

Outro ponto incluído no texto é a previsão de regras específicas para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. Nesse caso, uma lei complementar deverá definir as condições de adaptação, desde que haja preservação dos empregos.

Para trabalhadores com alta remuneração e elevada qualificação técnica, o controle formal de jornada deixará de ser obrigatório. Já nos contratos públicos e terceirizados, a redução da jornada só passará a valer após aditivos contratuais, com prazo de até 12 meses para adequação.

O debate na comissão foi marcado por divergências entre parlamentares governistas e da oposição. Ao todo, 47 deputados se manifestaram durante a discussão.

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), rebateu críticas de que o partido seria contrário aos direitos trabalhistas e afirmou que a legenda defenderá no plenário uma mudança ainda mais ampla, com adoção imediata da escala 4×3. Um destaque apresentado por ele, que previa validade imediata do direito aos dois dias de descanso semanal, acabou rejeitado pela comissão.

Pela Maioria da Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou propostas apresentadas anteriormente por parlamentares do PL que sugeriam transição de dez anos e possibilidade de jornadas de até 52 horas semanais. Segundo ele, houve contradição no posicionamento da oposição ao longo da tramitação.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) afirmou que a redução obrigatória da jornada pode elevar custos trabalhistas e gerar impactos econômicos para empresas e consumidores. Já a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) classificou a aprovação como uma vitória dos trabalhadores e movimentos sociais.

Autora de uma das propostas analisadas, Erika Hilton afirmou que a medida é uma resposta às jornadas consideradas exaustivas e representa mais dignidade e tempo de descanso para os trabalhadores.

Também houve apresentação de voto em separado pelo líder do Novo, deputado Gilson Marques (SC). Ele defendeu um modelo baseado em livre negociação entre empresas e trabalhadores, sem limite fixo de jornada semanal. Segundo o parlamentar, a redução obrigatória pode elevar custos operacionais e provocar aumento nos preços dos produtos.

Campo Grande News

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Irmã conta que morta queimada com bebê dizia ter encontrado ‘o amor da vida dela’

Irmã de Vanessa Eugênio durante interrogatório. (Foto: Pietra Dorneles, Jornal Midiamax)

A irmã de Vanessa Eugênio e madrinha de Sophie Eugênio relatou sobre a dor que sente após a perda das vítimas, mortas no dia 26 de maio de 2025 por João Augusto de Almeida. O relatou foi feito durante o julgamento do réu, na manhã desta quarta-feira (27), em Campo Grande.

Wesla Kenia Lima afirmou que Vanessa e João Augusto mantiveram um relacionamento de dois anos. Não havia indícios de que o homem fosse agressivo, visto que, em brigas do casal, tudo era resolvido normalmente. No início do relacionamento, João era bem receptivo com a família dela e se mostrava feliz por ser companheiro de Vanessa.

Além disso, Wesla contou que tanto Vanessa quanto João Augusto receberam com alegria a notícia da gravidez, que aconteceu pouco mais de três meses após o relacionamento. “Ela estava feliz e ele também, falando que agora iriam começar a construir a família deles. Ela me disse que tinha encontrado o amor da vida dela”, relatou.

‘Não desejo para ninguém’

Ao relembrar os momentos com Vanessa, Wesla se emocionou. “É uma dor que não desejo para ninguém. É muito triste perder alguém que você viu nascer, crescer e correr atrás dos sonhos”, contou Wesla, que afirmou que Vanessa era a irmã caçula.

Além de irmã de Vanessa, Wesla era madrinha de Sophie e conta que, ao receber a notícia das mortes, torceu para que fosse mentira. “É como se tirassem um pedaço de mim. Foi muito doloroso, queria que fosse mentira.”

Crime

Vanessa Eugênio, de 23 anos, e Sophie, de 10 meses, foram mortas e carbonizadas por João Augusto, no dia 26 de maio de 2025. João Augusto foi preso no dia 27 de maio do mesmo ano, quando registrava boletim de ocorrência na 6ª DP (Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande), alegando desaparecimento de Vanessa e Sophie. Assim, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) foi acionada e passou a investigar o caso.

Em coletiva de imprensa na época, o delegado Rodolfo Daltro deu detalhes do interrogatório de João, que se demonstrou frio durante todo o tempo. Segundo ele, o homem matou a companheira e depois assassinou a bebê esganada.

“Total frieza! Ele relata que aplicou um mata-leão na esposa, com um pretexto de conversar sobre o relacionamento. Ele chamou ela até o quarto e ela deixou a criança na cama com uns brinquedos. Depois, ele a chamou para conversar sobre o casamento, ele deu um mata-leão, imobilizou pelos pés também; em seguida, direcionou a criança e a esganou”, explicou.

Após matar a companheira e a filha, por volta das 16 horas, durante o intervalo de almoço do suspeito, ele trabalhou normalmente no dia 26 de maio, pois, conforme disse em interrogatório, acreditava que o crime seria descoberto somente após cerca de dois dias.

Logo que saiu do trabalho, às 19 horas, o homem passou em um posto de combustíveis, onde comprou R$ 16 de gasolina. Ao chegar em casa, enrolou Vanessa e a pequena Sophie em cobertores, colocou as duas no porta-malas de um carro modelo Gol, de cor preta, e foi até a região do Indubrasil. Lá, o suspeito ateou fogo na companheira e na filha.

Midiamax

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