MS investiga segunda morte de criança por suspeita de participação no ‘desafio do desodorante’

O desafio acabou viralizando na internet. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax)

Novamente, o “desafio do desodorante” voltou a ser debatido em Mato Grosso do Sul. Em março, uma menina de nove anos morreu após supostamente ter participado da “trend”. Cerca de quatro meses depois, o assunto voltou à tona, desta vez, com a morte de um menino de oito anos sendo investigada pelo mesmo motivo.

Em São Gabriel do Oeste, a Polícia Civil investiga se a causa da morte do menino está relacionada com a inalação do produto. Ele foi encontrado pela mãe, desacordado sobre uma cama, na terça-feira (21).

O desafio consiste em quem aguenta inalar maior quantidade de produto. (Foto: Mateus Andrade, Midiamax)

Visão distorcida

“Os desafios nas redes sociais fazem parte de uma cultura digital baseada em visibilidade e engajamento. Muitos começam como brincadeiras, mas alguns acabam incentivando comportamentos arriscados. Mesmo quando o conteúdo começa como uma brincadeira entre adultos ou adolescentes, ele pode ser interpretado pelas crianças como algo divertido e seguro”, explica a psicóloga Lariane Marques Pereira — CRP 14/06888-1.

Apesar de a internet estar incluída no dia a dia das crianças, a psicóloga Lariane reforça a importância de os adultos estarem incluídos na rotina dos menores — isso porque a educação digital é uma parte fundamental da educação deles.

“A prevenção é possível e passa principalmente pela presença dos adultos na vida digital das crianças. Isso inclui acompanhar o que elas acessam, conversar sobre os conteúdos que aparecem nas redes e orientar sobre os riscos. A educação digital é hoje uma parte fundamental da educação das crianças”, pontua.

Midiamax
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