
(Foto Ilustrativa, Arquivo Midiamax)
Um professor da REE (Rede Estadual de Ensino), de 55 anos, foi preso em um hotel, em uma cidade de Mato Grosso do Sul, suspeito de estupro de vulnerável cometido contra a própria enteada, de 13 anos.
O suspeito teve a prisão preventiva decretada. Ao ser confrontado, o padrasto não negou as acusações e classificou sua conduta como “um desvio, uma falha de caráter”.
O Jornal Midiamax não revelará o nome da cidade, como prevê o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), para preservar a identidade da vítima.
Depois de voltar de uma viagem, por meio da qual se ausentou de casa por alguns dias, a mãe da vítima foi surpreendida pela filha dizendo que havia sofrido abusos do padrasto na sua ausência.
Em duas ocasiões, o homem fez com que a jovem faltasse à aula e ficasse em casa sozinha com ele.
Os relatos de abuso vieram durante o trabalho, quando a mãe recebeu uma ligação da filha. Antes de começar a detalhar a situação, ela teria dito à mãe: “Espero que você acredite em mim”.
Depois de ouvir os relatos da vítima, a mulher, que estava dando aula, encerrou as atividades e aguardou o professor buscá-la no trabalho, conforme haviam combinado.
Em casa, o suspeito foi questionado e confrontado pela mulher. Ele não negou os abusos e classificou a sua conduta como uma “falha” e um “desvio de caráter”, dizendo que aquilo não aconteceria mais.
O suspeito ainda disse que, durante a infância, viveu em um internato, onde teria vivenciado situações “horríveis” e, assim, carregava consequências dessas experiências. A mãe da vítima gravou a conversa e entregou o celular à polícia.
Com os abusos vindo à tona, os outros dois filhos do professor também se pronunciaram confirmando a história da vítima. O filho dele disse que percebeu algumas situações suspeitas. A filha contou à polícia que o pai teria comprado bebida alcoólica para ela e para a vítima. Dois dias depois, segundo a vítima, ela não foi levada à escola e o padrasto comprou novamente bebida alcoólica.
Os dois ficaram sozinhos na residência, momento em que o padrasto insistiu que gostaria de ver a menina de pijama. Também nesse momento, o suspeito pediu que a menina não contasse nada à mãe, dizendo que iria protegê-la de qualquer coisa.
Diante dos relatos atuais, a mãe se recordou de um fato que na época não achou relevante. Por volta dos 7 anos, a vítima teria dito que alguém entrava em seu quarto durante a noite. Porém, com muitas pessoas morando na casa, sendo comum que todos dormissem próximos, seria comum uma circulação nos quartos, o que não fez a mãe da vítima suspeitar de qualquer tipo de situação de abuso. Somente agora a mãe passou a considerar a situação como relevante.
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