
Mensagens de WhatsApp / Reprodução
Uma onda de ataques à honra, difamação e proliferação de conteúdos falsos veiculados em redes sociais e aplicativos de mensagens mobilizou as autoridades policiais de Cassilândia. Pela primeira vez de forma coletiva, moradores e figuras conhecidas atingidas por boatos decidiram romper a cultura do silêncio e ingressar com representações criminais formais na Delegacia de Polícia Civil, que esteve lotada desde a semana passada.
O Delegado de Polícia Civil, Dr. Rodrigo de Freitas, confirmou à reportagem do Programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, que os inquéritos e procedimentos foram abertos e que todas as pessoas que compartilharam as mensagens difamatórias estão sendo identificadas e intimadas a prestar depoimento. A legislação estabelece que quem repassa ou compartilha conteúdo calunioso responde sob as mesmas penas do autor do crime. Caso o intimado se recuse ou não saiba informar quem lhe enviou o arquivo, a responsabilidade penal pela autoria recairá diretamente sobre ele.
Relatos de vítimas e repercussão no Legislativo
Entre as vítimas que autorizaram a divulgação de seus nomes no programa, um empresário informou que entregou todo o material probatório à polícia e exigiu a punição dos envolvidos. Já outro, relatou o constrangimento familiar e pessoal provocado por invenções absurdas espalhadas na cidade, ressaltando que irá até as últimas consequências na Justiça.
O vereador Max Estevo também encaminhou mensagem informando que foi alvo de ofensas e ataques à sua honra em grupos de WhatsApp devido ao seu posicionamento político e confirmou que fará a devida representação criminal. As vítimas destacaram que não buscam indenizações financeiras, mas sim a aplicação de sanções penais para conter a irresponsabilidade digital no município.
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