Acusado de matar adolescentes por engano é condenado a 44 anos de prisão

Aysla e Silas, mortos por engano em briga de traficantes em Campo Grande. (Reprodução: Redes sociais)

João Vitor de Souza Mendes, jovem que atirou e matou Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos, em maio de 2024, foi condenado a 44 anos de prisão nesta quarta-feira (15). Na ocasião, os adolescentes não eram os alvos dos autores e foram mortos por engano.

Além da reclusão, foi fixada indenização mínima de R$ 5 mil para a vítima Pedro Henrique, alvo do grupo que foi atingido a tiros no dia e sobreviveu, e aos familiares de Aysla e Silas, no valor de R$ 15 mil, em relação a cada vítima.

Em relação à tentativa de homicídio de Pedro Henrique, o atirador foi condenado a 11 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão. Já em relação à morte de Aysla e de Silas, 16 anos e 8 meses para cada. A pena final foi fixada em 44 anos, 5 meses e 10 dias de prisão.

Nicollas Inácio Souza da Silva, Kleverton Bibiano Apolinário da Silva e Rafael Mendes de Souza, outros envolvidos no crime, foram condenadoa 69 anos de prisão em novembro do último ano. À época, João Vitor de Souza Mendes, o atirador, não foi julgado, pois seu advogado apresentou um atestado de que ele estava passando mal.

João Vitor foi condenado por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e crime contra menor de 14 anos. Todas as condenações têm a aternuante de menoridade relativa, ou seja, o autor do crime tinha menos de 21 anos na data dos fatos. O jovem ainda foi absolvido do delito de posse/porte de arma de uso restrito, por insuficiência de provas.

Relembre o caso

Aysla Carolina de Oliveira Neitzke e Silas Ortiz, ambos de 13 anos, estavam tomando tereré em frente a uma casa quando foram atingidos por tiros nas costas e no rosto. O crime aconteceu no dia 3 de maio de 2024, na Rua Flor de Maio, no Jardim das Hortênsias.

O objetivo era atingir outro jovem, Pedro Henrique, envolvido no tráfico de drogas e em rixa de facções. As informações são de que existem dois grupos rivais na venda de drogas da região, e que o alvo do atentado seria o ‘correria’ do bairro. Kleverton Bibiano Apolinário da Silva, vulgo ‘Pato Donald’, apontado como um dos chefes do narcotráfico na região das Moreninhas, é o suspeito de ordenar o crime.

Em depoimento no Júri, o réu Nicollas disse que Pedro Henrique já havia ameaçado o autor dos disparos e ele. Em depoimento, ele negou ser traficante e defendeu o suposto mandante do crime. Ele afirmou ainda que só ficou sabendo que os disparam atingiram os adolescentes inocentes após ter lido a matéria do Jornal Midiamax.

Midiamax

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