Mato Grosso do Sul confirma 18ª morte por chikungunya e índice ultrapassa total de 2025

Aedes aegypti é responsável por transmitir dengue, zika e chikungunya. (Nathalia Alcântara, Jornal Midiamax)

Um menino indígena de 12 anos morreu de chikungunya no dia 3 de abril, em Dourados. Confirmada nesta quarta-feira (20) pelo relatório epidemiológico diário do município, esta é a 18ª morte pela doença em Mato Grosso do Sul em 2026, ultrapassando o número total registrado entre janeiro e dezembro do ano passado.

Com essa nova ocorrência, o índice de mortes em Dourados sobe para 12 —  dez delas envolvendo pessoas indígenas vítimas de complicações da chikungunya. Além disso, entre segunda (18) e terça-feira (19), dois novos óbitos passaram a ser investigados no município: uma mulher de 74 anos e um homem de 71 anos, ambos não indígenas.

Chikungunya em MS

A incidência de chikungunya em Mato Grosso do Sul chega a 417,9 casos por 100 mil habitantes, o que é considerado muito alto. Conforme o boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde) divulgado na terça-feira (19), o Estado soma 11.521 casos prováveis.

Entre os municípios, Douradina concentra a maior incidência de casos prováveis, com 1559,7. Na sequência, aparecem Angélica, Batayporã, Corumbá, Amambai, Jardim, Nioaque e Sete Quedas, todos com classificação ‘alta’.

Apenas Alcinópolis, Aparecida do Taboado e Japorã não registraram casos de chikungunya neste ano. Campo Grande tem 25 casos prováveis, com incidência de 2,8. Tratando-se dos óbitos em MS, os registros ocorreram nos municípios de Dourados (12), Bonito (2), Jardim (2), Fátima do Sul (1) e Douradina (1).

Liderança no país

De acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses, do Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul lidera o ranking de incidência do país. Atrás de MS, estão: Goiás (133,6), Minas Gerais (54,6), Rondônia (43,8), Mato Grosso (23,8), Tocantins (18,6) e Rio Grande do Norte (16,2).

O que é a chikungunya

A chikungunya é uma arbovirose causada pelo vírus CHIKV e transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada. O vírus foi introduzido nas Américas em 2013, quando provocou epidemias em diversos países.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas costumam ser mais intensos e duradouros. Febre alta e dores articulares marcantes são características da doença, podendo persistir por mais de 15 dias. Em mais da metade dos casos, as dores nas articulações podem se tornar crônicas e durar anos.

Diante de sintomas, a recomendação é procurar atendimento médico para diagnóstico adequado. Os exames laboratoriais e testes diagnósticos estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Confira dicas práticas de prevenção, segundo o Ministério da Saúde:

Estique ao máximo as lonas usadas para cobrir objetos e evitar a formação de poças d’água;

Guarde garrafas, potes e vasos de cabeça para baixo;

Descarte garrafas PET e outras embalagens sem uso;

Coloque areia nos pratos de vasos de planta;

Guarde pneus em locais cobertos ou descarte-os em borracharias;

Amarre bem os sacos de lixo;

Mantenha a caixa d’água, os tonéis e outros reservatórios de água limpos e bem fechados;

Não acumule sucata e entulho;

Limpe bem as calhas de casa e as lajes;

Instale telas nos ralos e mantenha-os sempre limpos;

Limpe e seque as bandejas de ar-condicionado e geladeira;

Elimine a água acumulada nos reservatórios dos purificadores de água e das geladeiras.

Midiamax

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