Costa Rica: Cadeirante morre após atropelamento próximo à ponte sobre o Rio Sucuriú

A vítima foi identificada como Fábio Wagner dos Santos

Um grave acidente de trânsito registrado na manhã desta segunda-feira (1º) resultou na morte de um cadeirante em Costa Rica, município localizado na região norte de Mato Grosso do Sul. O atropelamento ocorreu nas proximidades da ponte sobre o Rio Sucuriú e mobilizou equipes de resgate, forças policiais e peritos.

A vítima foi identificada como Fábio Wagner dos Santos, 56 anos, que havia comemorado seu aniversário no último sábado, dia 30 de maio. Fábio nasceu em 30 de maio de 1970 e era bastante conhecido na comunidade local. Fábio que era muito querido por todos e com amizades em toda a região, principalmente aos colegas do rodeio e laço comprido, cujo esporte era sua paixão.

Segundo informações apuradas pelo BNC Notícias junto a moradores e internautas que enviaram fotos e relatos do local, Fábio seguia em uma cadeira de rodas motorizada quando foi atingido. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para o atendimento da ocorrência, porém, ao chegarem ao local, a vítima já estava sem sinais vitais.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Técnica e das autoridades responsáveis pela investigação. A dinâmica do acidente ainda está sendo apurada.

Informações preliminares apontam a suspeita de que Fábio possa ter sido atropelado por um caminhão, porém essa informação ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades policiais, que seguem realizando levantamentos para esclarecer as circunstâncias da tragédia.

O caso gerou grande comoção entre moradores de Costa Rica, especialmente pelo fato de a vítima ter celebrado mais um ano de vida há apenas dois dias.

As investigações prosseguem e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades nas próximas horas. O corpo foi recolhido no local pela Funerária e Pax São Judas Tadeu e encaminhado ao IMOL (Instituto Médico Odontológico Legal) de Paranaíba (MS) e os atos fúnebres serão realizados pela Funerária e Pax Real Santa Rita, na qual era associado. O horário do início do velório ainda foi divulgado.

IMOL de Costa Rica enfrenta paralisações e famílias sofrem com demora na liberação de corpos

Ausência de médico legista impede atendimentos imediatos e obriga traslado de até 261 quilômetros, causando longas esperas para sepultamentos e velórios na região

A recorrente falta de funcionamento do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Costa Rica tem gerado transtornos e sofrimento para famílias que enfrentam a perda de entes queridos. Quando a unidade não está operando por falta de médico legista, corpos precisam ser encaminhados para outros municípios, percorrendo trajetos de até 261 quilômetros para a realização dos procedimentos periciais e posterior liberação.

A situação acaba prolongando ainda mais a dor dos familiares, que em muitos casos chegam a aguardar até 10 horas ou mais para que o corpo seja liberado e os atos fúnebres possam ser iniciados. O atraso compromete a realização de velórios e sepultamentos, especialmente em momentos que exigem agilidade e sensibilidade por parte do poder público.

O problema não é recente. Durante anos, profissionais do setor funerário, lideranças regionais e autoridades locais se mobilizaram em busca da implantação e fortalecimento da estrutura do IMOL em Costa Rica, considerada estratégica para atender não apenas o município, mas também cidades da região norte de Mato Grosso do Sul.

Apesar dos avanços conquistados ao longo desse período, a população ainda enfrenta episódios frequentes de interrupção dos serviços, principalmente em razão da ausência de profissionais responsáveis pelos exames periciais. A situação reacende o debate sobre a necessidade de garantir o funcionamento contínuo da unidade, evitando que famílias enlutadas sejam submetidas a longas esperas justamente em um dos momentos mais difíceis de suas vidas.

Moradores e representantes do setor defendem medidas urgentes para assegurar a presença permanente de médicos legistas e a plena operacionalidade do IMOL, garantindo atendimento digno, humanizado e eficiente à população regional.

Por: Fernando de Brito

O Correio News

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