
Dr. Wallison, foi preso na manhã desta quarta-feira (24)
O prefeito de São Simão, no sudoeste de Goiás, Wallison José de Freitas, conhecido como Dr. Wallison, foi preso na manhã desta quarta-feira (24) durante uma operação da Polícia Civil que investiga supostas irregularidades em contratos da área da saúde.
Segundo a corporação, duas armas de fogo foram encontradas no endereço do agente político durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Por isso, ele foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Em nota, a defesa de Wallisson José de Freitas informou que ainda não teve acesso integral ao procedimento policial e afirmou confiar na inocência do prefeito em relação às suspeitas de crimes contra a administração pública. Sobre a prisão em flagrante, os advogados alegam que as armas encontradas pertenciam ao pai de Wallisson, policial militar aposentado que morreu recentemente, circunstância que, segundo a defesa, será esclarecida perante as autoridades competentes.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/s/p/oGhhSZQPas7P0poIBCZg/copia-de-copia-de-copia-de-padrao-foto-g1-goias-2-.jpg)
Wallison José de Freitas, prefeito de São Simão, foi preso por posse ilegal de arma de fogo durante operação da Polícia Civil nesta quarta-feira (24) — Foto: Reprodução/Instagram de Dr. Wallisson Freitas
A prisão ocorreu durante a Operação Carreta Ardilosa, deflagrada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública (DERCAP). Ao todo, foram cumpridas 23 medidas judiciais, incluindo nove mandados de busca e apreensão nas cidades de São Simão, Alvorada do Norte, Nova Veneza e Goiânia.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação apura possíveis crimes de desvio de dinheiro público, fraude em licitação e fraude na execução de contratos administrativos relacionados à realização de exames e consultas especializadas em unidades móveis equipadas.
Segundo a corporação, há indícios de que uma empresa tenha sido contratada com direcionamento nas licitações. A apuração também aponta possível sobrepreço nos contratos e a inclusão em duplicidade de consultas e exames, que teriam sido pagos pela prefeitura.
Conforme a Polícia Civil, os valores sob suspeita somam quase R$ 1,3 milhão.
Os investigadores também apontam indícios de inexecução contratual, uma vez que serviços oftalmológicos pagos pelo município não teriam sido efetivamente prestados.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa de Wallisson José de Freitas informou que ainda não teve acesso integral ao procedimento policial e, por isso, não conhece detalhadamente os elementos que fundamentaram a investigação.
Sobre a prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo, a defesa alegou que as armas encontradas pertenciam ao pai de Wallisson, policial militar aposentado que morreu recentemente, circunstância que, segundo os advogados, será comprovada perante as autoridades competentes.
A defesa declarou ainda que confia na Justiça e que a apuração dos fatos deverá respeitar a presunção de inocência garantida pela Constituição Federal.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/A/f/8qB8orQJOg2pVXcldLAg/copia-de-copia-de-copia-de-padrao-foto-g1-goias-3-.jpg)
Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão durante a Operação Carreta Ardilosa, que investiga supostas fraudes em contratos da saúde em São Simão e outras cidades de Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil de Goiás
Por Bárbara França, g1 Goiás





