Justiça marca audiência de empresário que matou Paulo a pedrada

A agressão foi registrada por câmeras de segurança. (Reprodução, Câmeras de Segurança)

A Justiça marcou para o próximo mês a primeira audiência de instrução e julgamento da morte de Paulo Cézar Martins de Oliveira, ocorrida no dia 2 de maio, na Vila Marli, em Campo Grande. João Victor Mendonça de Deus, réu pelo homicídio, está preso preventivamente.

Segundo a denúncia, João estava na companhia de familiares na Rua Dona Júlia Serra, quando Paulo parou do lado oposto da rua e manteve um breve diálogo com o grupo, deixando o local na sequência. Após a vítima se distanciar, o réu se apossou de uma pedra e a arremessou em direção à vítima, não conseguindo atingi-la.

Na sequência, João arremessou uma segunda pedra, desta vez atingindo Paulo na região da cabeça, fazendo com que ele caísse imediatamente. Posteriormente, o acusado fugiu do local, sendo preso em flagrante pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações) no dia seguinte, em um assentamento na região de Sidrolândia, a 57 km de Campo Grande.

Já Paulo, apesar de ferido, conseguiu retornar para a sua casa, onde morreu devido às lesões sofridas. Segundo o laudo necroscópico, a causa da morte foi em decorrência de trauma cranioencefálico grave devido à ação contundente na região craniana à direita.

Por sua vez, o MP reconheceu que João praticou o crime por motivo torpe, uma vez que matou a vítima por vingança, decorrente de desavenças anteriores, revelando uma motivação de caráter vil e repugnante. Assim, foi marcada a primeira audiência de instrução e julgamento do caso na 2ª Vara do Tribunal do Júri para o dia 30 de junho, às 15h30.
A morte de Paulo Martins gerou repercussão na região da Vila Marli. Na época, uma moradora da região afirmou que a vítima fazia brincadeiras inadequadas quando estava embriagada.
“Quando ele bebia, até falava coisas, mas quando estava bêbado. Era uma boa pessoa, brincalhona. Bebia, falava coisas, sim, mas não era uma pessoa má”, comentou a vizinha.

Abalada com o ocorrido, a moradora opina que o assassinato não se justifica. “Ficou uma situação triste. Ele sempre passava aqui, os pais dele moram ali embaixo.

Não justifica machucar ou tirar a vida de alguém. Não justifica isso, não!”, pontuou.

Midiamax
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