
O vigilante Orlandino Roque e o filho Leonardo, que o convenceu a se tratar contra vício em drogas – Foto: Leonardo Pereira da Silva Roque/Arquivo Pessoal
O nome do pai na certidão de nascimento chegou junto com uma missão para o brasiliense Leonardo Pereira Roque. Ele sonhava com o dia em que descobriria a própria origem e tiraria “paternidade não declarada” dos documentos. Com a identificação do genitor, o militar ganhou irmãos, madrasta e também uma responsabilidade: ajudar a administrar o vício de Orlandino Roque em crack. Graças a um apelo do jovem, tudo mudou, e o vigilante topou buscar reabilitação.
“Eu falei assim: ‘olha, se você não for para a clínica, vai perder mulher, vai perder filhos, porque eu não vou correr atrás mais. E eu vou lá na boca, e a gente vai usar a droga juntos’. Essas palavras foram muito fortes, acho, porque ele não queria para mim a vida dele. Então ele aceitou ajuda.”
O militar só descobriu o nome do pai aos 19 anos, quando a mulher estava grávida. Soldado do Exército, ele conta ter se lembrado das brincadeiras e chacotas de que foi alvo na infância por causa da situação e disse que desejou que com a filha fosse diferente. O jovem consultou a avó materna, por quem foi criado, que indicou que ele conversasse com a mãe.Leia Mais



























