Lei muda, mas realidade não: para matar no trânsito de MS é só pagar

E assim a vida continua em Mato Grosso do Sul. Melhor: e assim a matança continua

Se você tem um dinheiro do bolso, fique tranquilo. Pise no acelerador e mate alguém. No final, você vai ficar livre e solto. Parece piada – uma de péssimo gosto – mas é a exata realidade que vivemos hoje em Mato Grosso do Sul, quiçá em todo o Brasil. E não há mudança de Lei que altere essa triste realidade, só ver o que ocorreu neste mesmo mês de abril.

No dia 19 deste mês passou a valer a Lei 13.546/2017, que dá maior penalidade para motoristas embriagados ou sob efeito de outras drogas, que matam ou ferem pessoas no trânsito. Segundo ela, nesses casos o crime segue sendo de homicídio culposo, mas com pena de 5 a 8 anos de prisão. Pela legislação, crimes com pena superior a 4 anos de reclusão não podem ter fiança arbitrada. Isso na teoria, já que na prática…

O primeiro caso com a nova Lei foi do empresário Alderson Fante da Silva, 33 anos, que atropelou e matou o jovem Moisés Luis da Silva Oliveira, 22 anos, na madrugada do dia 26 na Avenida Ceará. Sabe onde ele está? Livre, após pagar fiança de R$ 28 mil. Ué, mas não seria crime inafiançável? Pois é.

Alderson se junta a  outros famosos, como o acadêmico de medicina João Pedro da Silva Miranda Borges, que conseguiu liberdade após pagar fiança no valor de 54 salários mínimos, ou cerca de R$ 50 mil. Ele causou a morte da advogada Carolina Albuquerque Machado, 24 anos, em acidente de  trânsito. O processo ainda corre, e do jeito que anda, daqui a pouco vão  tirar Carolina do túmulo para prendê-la por bater no carro  do coitado do João.

E assim a vida continua em Mato Grosso do Sul. Melhor: e assim a matança continua. Desde que você tenha um dinheiro no bolso pra ficar livre. Aí tudo corre melhor ainda. Parabéns ao Brasil! Top Mídia News

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