
Flabson, durante julgamento nesta quinta-feira (25). (Foto: Léol de França, Midiamax)
Flabson Amaro dos Santos Alves e Rita Cadillac – nome social da acusada – foram condenados a 14 e a 7 anos, respectivamente, por matar asfixiada a travesti Dandara Vick. A dupla foi julgada nesta quinta-feira (25), no Tribunal do Júri de Campo Grande.
Nesta quinta-feira, durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e as autorias do delito. Flabson foi sentenciado a pena de 14 anos de reclusão pelo homicídio doloso qualificado pela asfixia da vítima.
Conforme sentença proferida pelo juiz Carlos Alberto Garcete, o regime inicial de cumprimento de pena para ambos os sentenciados será o fechado.
Dandara foi asfixiada com uma toalha e morreu após 50 minutos de sufocamento. A vítima foi encontrada com as mãos e os pés amarrados. Os autores disseram que havia uma desavença antiga entre eles e, por isso, cometeram o crime.
Ao contrário das declarações concedidas à época do crime, durante o julgamento, Flabson disse que cometeu matou Dandara sozinho. “Dei murro e várias pancadas na cara. Eu sozinho. Passei a toalha no pescoço e comecei a enforcar”, afirmou.
Kalu Além relembrou, mãe de Dandara acompanhou o julgamento. Antes da sentença, pediu por justiça. “Estamos aqui hoje para pedir justiça. Quero que os dois sejam condenados. Porque o que eles fizeram com meu filho não se faz com um animal. Meu filho foi amarrado e torturado”, frisou.
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