Cantor diz que empresário que assumiu morte de motorista de app citou atração por ela antes do crime: ‘Pedi para respeitá-la’

 Vanusa da Cunha Ferreira e Parsilon Lopes dos Santos em foto tirada antes do crime — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Vanusa da Cunha Ferreira e Parsilon Lopes dos Santos em foto tirada antes do crime — Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

O empresário Parsilon Lopes dos Santos, que confessou ter matado Vanusa Ferreira após ela se recusar a ter relações sexuais com ele, disse, horas antes do crime, que tinha atração pela motorista de aplicativo, mas não conseguiria se relacionar com ela por ser lésbica, segundo contou o cantor Matheus Alves, da dupla com Zé Luccas. A vítima levou, em uma corrida particular, o suspeito, a dupla e outro músico até um bar em Goiânia, onde os artistas se apresentaram.

“Como eu relatei para a polícia, ele falou que ele queria ‘ficar’ com ela, mas não podia porque ela era lésbica. Mandei ele respeitá-la. Ele me chamou de doido, perguntou se eu tinha problema. Fiquei sem graça”, se recorda o cantor.

Técnica em enfermagem e motorista nas horas vagas, Vanusa, de 36 anos, gravou vídeos durante o show sertanejo, na noite de sexta-feira (18), e enviou a parentes. O cantor conta que Parsilon se apresentava como empresário da dupla, mas ainda não tinham assinado um contrato.

Após a apresentação, na madrugada de sábado (19), a motorista deixou os músicos em uma casa no Jardim Guanabara. Na sequência, levou Parsilon a uma chácara onde ele estava trabalhando como serralheiro.

“Ele diz que os dois estavam no carro e achou que tinha pintado um clima entre eles e aí começou a abraçá-la, fazer algumas brincadeiras. Ela negou, disse até que aquela não era a orientação sexual dela”, explicou a delegada Mayana Rezende, responsável pela investigação.

A investigadora explicou ainda que, nesse momento, o suspeito decidiu tentar estuprar a mulher. Para fugir dele, Vanusa saiu do carro. “Ele a segurou com força pelo braço. Eles acabaram caindo. Vanusa bateu a cabeça no meio fio e perdeu os sentidos. Depois disso, ele ainda bateu a cabeça da vítima novamente contra o chão”, completou a delegada.

Depois da morte, o suspeito ainda abusou sexualmente da vítima. “Eu tirei a roupa, cheguei a fazer algumas coisas, mas não completei o ato”, disse o empresário.

Vanusa foi encontrada morta na noite de domingo (20), no Jardim Copacabana, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Horas antes, o carro dela foi achado em uma rua vicinal da cidade e passou por perícia.

Confissão

A prisão de Parsilon aconteceu na segunda-feira (21), em uma rua do setor Jardim Bela Vista, em Aparecida de Goiânia. “Ele se assustou quando viu a viatura, logicamente isso chamou a atenção dos policiais, e assim que eles realizaram a abordagem diretamente ele já assumiu a responsabilidade do crime ocorrido”, afirmou o tenente-coronel da Polícia Militar Giuliano Eustáquio.

Parsilon disse que estava muito bêbado no momento do crime. “Foi uma fatalidade, errei e quero pagar. Me arrependo do que fiz”, declarou.

O suspeito tem outras cinco passagens pela polícia por crimes como ameaça, injúria e danos, todos praticados contra mulheres.

Zé Luccas e Matheus prestaram depoimento como testemunhas. Eles estão tristes pela morte da motorista e aliviados por ter ficado comprovado que não tiveram participação no crime.

 G1 Goiás.

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