Tapetão: Por falta de provas, TJD de SP arquiva denúncia de Palmeiras, que pode recorrer

Trio de arbitragem na final do Paulistão: polêmica encerrada, por hora – Foto: Divulgação/FPF

O processo do Palmeiras alegando interferência externa na final do Campeonato Paulista, disputada contra o Corinthians, no Allianz Parque, foi arquivado nesta segunda-feira pelo procurador Marcelo Monteiro, do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP).  O caso, no entanto, pode ser reaberto caso o Verdão apresente novos fatos, o que deverá ocorrer.

“Determino o arquivamento deste processo por falta de materiais que comprovem a interferência externa”, disse Marcelo Monteiro. ”O caso está exaurido na parte da relatoria. Não há nehuma medida. Caberá eventualmente recurso se entenderem que é o caso”.

O recurso do Palmeiras no caso é uma questão de tempo. O clube contratou nas últimas semanas a Kroll, uma empresa americana de investigação com escritórios em 30 países e com participações em casos importantes no Brasil, como CPI do Mensalão e PC Farias.

Conforme informação publicada pela UOL, a Kroll detém um relatório contendo três fotos tiradas em momentos diferentes de Marcio Verri Brandão, membro da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, com um aparelho celular na mão.

Em depoimento dado no Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, na última semana, o diretor de arbitragem da FPF, Dionísio Roberto Domingos, reafirmou que o uso de celular não é permitido e que imaginava que Verri “era apenas um segurança”.

O relatório da Kroll, aliado às imagens divulgadas pela TV Palmeiras, ainda mostra os fatos em ordem cronológica. De acordo com a empresa, a TV Globo exibiu o replay do lance às 17 horas, 31 minutos e 42 segundos. Cinco segundos depois, Verri foi flagrado olhando para seu celular à beira do campo.

Paulo César de Oliveira, comentarista de arbitragem pelo canal, deu sua opinião de que a penalidade não existiu às 17 horas, 31 minutos e 49 segundos, quando Verri já estava à beira de campo e perto de Dionísio. Por fim, às 17 horas, 31 minutos e 56 segundos, Dionísio anda na direção de um dos auxiliares e estabelece contato visual a partir das 17 horas, 32 minutos e 14 segundos. Agências

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