Paralisação de alunos e professores pede abertura de concurso público na UEMS

Cursos de Letras, Artes Cênicas e Geografia sofrem com a falta de professores efetivos

Na manhã desta quinta-feira (10), os acadêmicos dos cursos de Letras, Geografia e Artes Cênicas da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) deram início a uma paralisação reivindicando que seja aberto concurso público para professores, tendo em vista que grande parte dos docentes destas graduações são não efetivados. No período da tarde, representantes dos alunos se reuniram com o reitor Fábio Edir dos Santos Costa e com o pró-reitor Laércio Alves de Carvalho, da UEMS para tratarem sobre o assunto.

A paralisação é coordenada pelos professores que pedem a abertura do concurso e também pelo DCE (Diretório Central Estudantil) da Universidade, representando os alunos, que são os mais  prejudicados pela falta de efetivação dos professores. De acordo com os acadêmicos, a falta de concurso público para contratação de professores, afeta a qualidade do ensino e impede que seja aberto um mestrado, por exemplo, tendo em vista não há docentes mestres convocados, sendo que o concurso daria espaço para mestres lecionarem na universidade.

Joana Claro, aluna do curso de Geografia e coordenadora do DCE, disse que a universidade passa por um momento crítico quanto a efetivação de professores, o que traz prejuízos aos acadêmicos. “Sem professores não se constrói qualidade”, enfatizou.

Exemplo da falta de professores efetivos, o curso de Artes Cênicas, têm professores efetivados apenas nas áreas interdisciplinares como Pedagogia, contudo, nas áreas específicas, como Teatro e Dança, há somente docentes contratados. Keyla Santiago, que é pedagoga e dá aulas no curso, diz que essa é uma reivindicação antiga e a promessa de realização do concurso vem desde o ano retrasado, entretanto, ainda não houve resposta prática para o problema.

Incluindo as licenciaturas e bacharelados de Letras e Geografia, e a graduação de Artes Cênicas, mais de 300 acadêmicos são prejudicados pela falta de efetivação de professores, o que implica em ter aulas com professores apenas graduados, não ter possibilidade de abrir especialização e mestrado, bem como cursos de extensão e projetos voltados para os cursos.

Ainda não há previsão para o término da paralisação e futuras ações dependem das propostas apresentas durante a reunião.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contado com a UEMS, que informou que se manifestará por meio de nota, mas apenas após o término da reunião. Até o fechamento da matéria nenhuma resposta foi obtida. Midiamax

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